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Conferência sobre unidades de conservação foca no voluntariado

Publicado em

Reportagem:
Repórter: Marta Borges

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Brasília Ambiental define voluntariado como tema da CDUC 2026

A 3ª Conferência Distrital de Unidades de Conservação (CDUC) terá como tema voluntariado nas unidades de conservação e será realizada em 9 e 10 de julho de 2026, no auditório da Associação de Docentes da Universidade de Brasília (Adunb). A definição foi feita pela comissão organizadora do evento, promovido pelo Instituto Brasília Ambiental desde 2024.

Segundo a vice-governadora Celina Leão, a conferência funciona como espaço de integração entre governo, sociedade civil e pesquisadores, com foco no fortalecimento da gestão participativa e da proteção do Cerrado no Distrito Federal. O presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer, afirmou que o debate sobre voluntariado pode ajudar a aproximar a sociedade da gestão das áreas protegidas e preencher lacunas operacionais nessas unidades.

Escolha do tema foi vinculada a decisão da ONU

O superintendente de Unidades de Conservação, Biodiversidade e Água, Marcos João Cunha, disse que a escolha do tema foi inspirada na decisão da ONU de declarar 2026 como Ano Internacional do Voluntariado para o Desenvolvimento Sustentável. A conferência pretende reunir grupos que já atuam em atividades voluntárias ligadas às unidades de conservação para discutir como esse trabalho pode contribuir para a gestão ambiental.

A referência internacional ajuda a dar lastro político ao tema, mas o ponto local é ainda mais importante: em 2025, o Brasília Ambiental já havia institucionalizado a conferência como parte do seu calendário oficial e vinha ampliando a discussão sobre participação social na gestão das áreas protegidas.

Evento mira diálogo permanente e rede de atuação socioambiental

Entre os objetivos da CDUC estão a construção de um espaço permanente de diálogo sobre unidades de conservação, o fortalecimento de redes estratégicas de atuação junto às áreas protegidas e a discussão de temas como governança territorial, serviços ambientais, mudanças climáticas e visitação qualificada. O público-alvo inclui estudantes, gestores, pesquisadores, professores, ambientalistas, frequentadores dessas áreas, servidores públicos e demais interessados.

A coordenadora da comissão organizadora, Vanessa Sousa de Oliveira, também citou a Pesquisa Voluntariado Brasil 2021, segundo a qual 56% da população adulta afirma fazer ou já ter feito alguma atividade voluntária e cerca de 57 milhões de brasileiros estariam engajados em ações desse tipo. Esses números foram usados para sustentar a relevância do tema escolhido para 2026.

Tema faz sentido, mas conferência não pode virar apenas rito anual

A escolha do voluntariado é pertinente. Unidade de conservação sem vínculo com a sociedade tende a virar ilha administrativa: existe no mapa, mas não cria cultura de proteção no território. Quando o cidadão participa, conhece, visita, monitora e se sente parte daquele espaço, a conservação ganha capilaridade e legitimidade.

Mas também convém não dourar demais a placa do evento. Voluntariado ajuda, mobiliza e amplia presença social, só que não substitui estrutura estatal, equipe técnica, fiscalização e financiamento contínuo. Em gestão ambiental, engajamento é reforço valioso; improviso disfarçado de participação, não. A conferência será realmente útil se sair do discurso celebratório e produzir encaminhamentos concretos para a gestão das unidades de conservação do DF.

Fontes e documentos:
Voluntariado será tema da Conferência Distrital de Unidades de Conservação 2026 (Agência Brasília)
– Conferência distrital celebra 15 anos do Sistema Distrital de Unidades de Conservação (Agência Brasília)
– 2026 Ano Internacional do Voluntariado para o Desenvolvimento Sustentável (referência pública sobre decisão da ONU)

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