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Exposição e memorial para as vítimas de feminicídio

Publicado em:

Reporter: Marta Borges

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) iniciou a Semana de Combate ao Feminicídio com a exposição “Feminicídio na Mídia” e a inauguração de um memorial em homenagem às 12 mulheres vítimas do crime no DF em 2025. O evento tem como objetivo central discutir e transformar a cultura para prevenir a violência contra a mulher.

A procuradora da Mulher da CLDF, deputada Paula Belmonte (Cidadania), lamentou os casos registrados no DF, ressaltando que, além dos 12 feminicídios, há outros cinco em investigação. “Cada mulher morta por um homem está deixando crianças órfãs e uma sociedade quebrada, dilacerada”, afirmou.

Mídia e cultura do machismo em debate

A exposição “Feminicídio na Mídia”, da jornalista Anna Clea Maduro, é baseada em sua dissertação na Universidade de Brasília (UnB). O estudo revela que a cobertura jornalística sobre o tema muitas vezes privilegia a voz passiva, colocando a vítima no centro da manchete e não o agressor. A pesquisa também mostrou que apenas 5,71% das matérias mencionam o Ligue 180, um canal gratuito e essencial para o combate à violência.

A delegada Adriana Romana, da Delegacia de Atendimento à Mulher 1, reforçou que a maioria dos feminicídios é cometida pelos próprios parceiros, muitas vezes em casa e com requintes de crueldade.

A pesquisa de Anna Clea inspirou três projetos de lei apresentados pelo deputado Max Maciel (Psol), que visam tratar o tema de forma mais adequada na sociedade.

Educação e legislação na prevenção

O deputado Ricardo Vale (PT) chamou a atenção para a necessidade de tirar as leis do papel, citando uma norma de sua autoria, de 2017, que obriga escolas a debaterem o combate ao machismo, mas que ainda não foi implementada. “Como vamos mudar a cultura machista no DF se não formarmos uma nova geração que respeite as mulheres?”, questionou.

O secretário-executivo de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury, destacou que a cultura machista ainda responsabiliza as vítimas, exemplificando a pergunta “por que ela não denunciou?” em casos de agressão. Diante disso, a Semana terá a participação de jovens para aprender sobre as leis e o respeito à mulher.

A programação, que vai até sexta-feira (15), inclui rodas de diálogo com especialistas e representantes das forças de segurança. A semana se encerrará com uma peça de teatro sobre a vida de órfãos de mães vítimas de feminicídio.

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