Publicidade
InícioVida & DesenvolvimentoSaúdeSobrepeso em crianças já supera casos de desnutrição

Sobrepeso em crianças já supera casos de desnutrição

Publicado em

Reportagem:
Reporter: Jeferson Nunes

Cobertura relacionada

Programa oferece órteses e próteses gratuitas pelo SUS no DF

Programa OPM oferece órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção a pacientes da rede pública do Distrito Federal.

Agosto Lilás termina com evento no Parque da Cidade

Ação encerra o Agosto Lilás neste sábado no Parque da Cidade, com orientação sobre direitos, prevenção à violência e denúncias.

Fim de semana no DF tem rap gratuito, teatro, exposições e lazer ao ar livre

Agenda de 28 a 30 de agosto reúne eventos gratuitos, shows, teatro, exposições, cinema, gastronomia e lazer no DF.

Novo Desenrola termina na segunda

Novo Desenrola termina segunda-feira e permite renegociar dívidas bancárias com descontos, juros limitados e uso do FGTS.

Festival gratuito no Rio mostra que matemática é pop

Festival Nacional da Matemática ocupa a Marina da Glória até domingo com entrada gratuita, jogos, teatro e experiências.

Mega-Sena acumula e pode pagar R$ 30 milhões no domingo

Concurso 3.050 da Mega-Sena não teve acertador das seis dezenas e prêmio acumulou para R$ 30 milhões no domingo.
Publicidade

Um relatório recente do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) acendeu um alerta global: uma em cada cinco meninas e meninos entre 5 e 19 anos está acima do peso. A obesidade infantil já atinge quase 391 milhões de jovens no mundo, superando a desnutrição pela primeira vez.

Enquanto a subnutrição caiu de 13% em 2000 para 9,2% em 2025, a obesidade triplicou, chegando a 9,4% no mesmo período. No Brasil, a situação é igualmente preocupante, com o índice de obesidade entre jovens de 5 a 19 anos saltando de 5% para 15% até 2022.

Consequências e causas da obesidade infantil

O pediatra Luis Henrique, do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), explica que o aumento do peso está ligado a dois fatores principais: o consumo de produtos industrializados e o sedentarismo. “Alimentos congelados, embutidos e prontos para consumo acabam sendo mais baratos e práticos do que frutas, verduras e carnes. Isso, somado ao tempo excessivo em frente às telas, faz cada vez mais crianças ganharem peso”, observa.

As consequências, segundo o médico, são graves e precoces:

  • Saúde física: aumento de casos de diabetes tipo 2, hipertensão, problemas ortopédicos e doenças cardiovasculares em crianças e adolescentes.
  • Saúde mental: bullying e baixa autoestima.

A nutricionista Ingrid Oliveira, também do HRSM, reforça que a mudança deve começar na família. Ela recomenda priorizar alimentos naturais e locais, reduzir o consumo de industrializados e fast food e, principalmente, dar o exemplo. “Não adianta impor restrições se os adultos não forem referência”, afirma.

Brasil é exemplo, mas precisa avançar

O relatório do Unicef destaca o Brasil como exemplo positivo por políticas como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que restringe ultraprocessados em escolas, e a rotulagem frontal de alimentos. No entanto, o avanço da obesidade indica que são necessárias ações ainda mais eficazes para reverter o quadro.

A nutricionista lembra que os efeitos da má alimentação vão além do peso. “Nosso corpo não foi feito para lidar com tantos produtos artificiais. Eles afetam não só a saúde física, mas também hormônios, ossos e até o humor de crianças e adolescentes”, conclui.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.