back to top
24 C
Brasilia
terça-feira, 12 maio 2026, 17:32:32
Publicidade
Publicidade
InícioBrasilJustiçaPF faz operação em SP contra apologia ao nazismo online

PF faz operação em SP contra apologia ao nazismo online

Publicado em

Reportagem:
Repórter: Marta Borges

Cobertura relacionada

PF mira Ciro Nogueira em nova fase do caso Master

Banco Master volta ao centro da Compliance Zero, que mira Ciro Nogueira em nova fase autorizada pelo STF.

Mendonça cobra delação efetiva no caso Master

Caso Master tem nova tensão após Mendonça dizer que delação de Vorcaro precisa ser séria e efetiva para valer.

PF mira exportação falsa de café para enviar cocaína

Off-Grade Coffee apura uso de exportação de café para enviar cocaína pelo Porto do Rio, com prisões em quatro estados.

BRB pede ao STF reserva de valores para cobrir perdas no caso Master

BRB pede ao STF reserva de valores recuperados no caso Banco Master para cobrir prejuízos e ressarcir partes lesadas. Divulgação-BRB

Denúncias de abuso infantil online crescem 19% no Brasil

As denúncias de abuso e exploração sexual infantil na...

Justiça bloqueia R$ 376 mi em ações do BRB no caso Master

Justiça do DF bloqueia R$ 376,4 mi em ações do BRB de investigados do caso Master após pedido liminar do banco. Crédito da foto/imagem: Divulgação/BRB
Publicidade

Mandado em Americana mira suspeito de discriminação racial na internet

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 11 de março, a Operação Ethos em Americana (SP) para cumprir mandado de busca e apreensão contra um investigado por discriminação racial e apologia ao nazismo na internet. Segundo a corporação, foram apreendidos um telefone celular e um disco rígido, que passarão por perícia para aprofundar a investigação e identificar outros possíveis envolvidos.

A operação foi anunciada pela própria PF, que informou que a investigação busca reprimir crimes de ódio praticados no ambiente digital. Até aqui, o que existe de forma pública e confirmada é o cumprimento da ordem judicial e a apreensão dos equipamentos. O restante da apuração depende da análise técnica do material recolhido.

PF mantém ofensiva sobre crimes cometidos no ambiente digital

A ação em Americana ocorre um mês depois de outra operação da PF no interior paulista, desta vez em São José dos Campos, voltada ao combate à exploração sexual infantojuvenil pela internet. Na ocasião, um investigado foi preso em flagrante por armazenar arquivos com material de abuso sexual de crianças e adolescentes, e a PF informou que as apurações começaram após a identificação de quase 200 arquivos ilícitos baixados e compartilhados entre 2022 e 2023.

Embora se tratem de crimes diferentes, os dois casos mostram a ampliação da atuação policial sobre práticas ilícitas no meio digital, especialmente aquelas ligadas a ódio, violência, racismo e exploração sexual de crianças e adolescentes. No caso da Operação Ethos, porém, a PF não divulgou até agora detalhes adicionais sobre o conteúdo investigado nem sobre eventual responsabilização de outras pessoas.

Dados da SaferNet mostram alta nas denúncias de crimes cibernéticos

O cenário mais amplo ajuda a entender por que esse tipo de investigação ganhou peso. Dados divulgados pela SaferNet em fevereiro mostram que a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos recebeu 87.689 novas queixas em 2025, uma alta de 28,4% em relação a 2024. A maior parte das notificações foi relacionada a imagens de abuso e exploração sexual infantil, com 63.214 registros.

Na sequência aparecem denúncias de misoginia e discriminação contra mulheres, com 8.728 casos, de apologia e incitação a crimes contra a vida, com 4.752, e de racismo, com 3.220. A própria SaferNet apontou ainda crescimento em registros ligados a neonazismo, LGBTfobia e intolerância religiosa, indicando que o ambiente digital continua funcionando como terreno fértil para disseminação de violência e radicalização.

A internet amplia alcance do discurso de ódio e exige resposta técnica

A Operação Ethos tem peso que vai além de um mandado isolado. Casos de apologia ao nazismo e discriminação racial na internet não se resumem a postagem ofensiva ou provocação de rede social. Eles se inserem num ambiente em que discurso extremista circula com velocidade, encontra audiência e pode transbordar para intimidação, violência e organização de grupos.

Por isso, a resposta do Estado precisa ser tecnicamente sólida e juridicamente precisa. Em investigação desse tipo, apreensão não é condenação, e suspeita não pode ser tratada como culpa consumada. Mas subestimar o problema também seria erro grave. Quando racismo e nazismo ganham espaço digital, o risco não está só no conteúdo publicado. Está na normalização do ódio como linguagem corrente.

Fontes e documentos:
PF deflagra operação para reprimir crime de ódio na internet (Polícia Federal)
– PF efetua prisão em operação contra exploração sexual infantojuvenil em São José dos Campos/SP (Polícia Federal)
– Denúncias de crimes cibernéticos crescem 28% em 2025, mostra Safernet (Agência Brasil)

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.