back to top
24 C
Brasilia
terça-feira, 12 maio 2026, 13:55:43
Publicidade
Publicidade
InícioBrasilJustiçaPF mira facções em operação nacional com 236 mandados

PF mira facções em operação nacional com 236 mandados

Publicado em

Reportagem:
Marta Borges

Cobertura relacionada

Anvisa tira produtos Ypê de uso por risco sanitário

Produtos Ypê com lote final 1 devem sair de uso após decisão da Anvisa por falhas graves e risco sanitário.

Violência nas escolas desafia 71,7% dos gestores

Violência escolar desafia 71,7% dos gestores públicos, aponta pesquisa da FCC e do MEC sobre clima escolar.

Mercosul terá comércio mais rápido e menos papel

Mercosul terá acordo para reduzir burocracia no comércio, com documentos digitais, guichê único e regras aduaneiras.

GDF fará ação social em 23 pontos do Plano Piloto

Situação de rua terá ação do GDF em 23 pontos do Plano Piloto, com oferta de assistência social e desmonte de estruturas.

Pobres mais pobres e ricos mais ricos

Desigualdade volta a subir em 2025, mas segue perto do menor nível da série. Ricos ganham 13,8 vezes mais.

Move Brasil libera crédito para renovar frota pesada

Move Brasil libera crédito para caminhoneiros e empresas renovarem frota com prazos maiores e critérios ambientais.
Publicidade

Operação da PF mira tráfico, armas e lavagem em 16 estados

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 12 de maio, a Operação Força Integrada II, uma ação nacional contra grupos investigados por envolvimento com tráfico de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro. Ao todo, as forças de segurança buscam cumprir 236 mandados judiciais, sendo 165 de busca e apreensão e 71 de prisão, em 16 estados.

Facções são alvo de ação coordenada pela PF

A operação ocorre no Espírito Santo, Ceará, Amapá, Minas Gerais, Rondônia, Acre, Sergipe, Tocantins, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Paraná, Paraíba, Alagoas, Maranhão e Rio de Janeiro. A ofensiva mobiliza policiais das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado, as FICCOs, em atuação conjunta e coordenada pela Polícia Federal.

As FICCOs funcionam como forças-tarefa permanentes, com participação de polícias civis, polícias militares, polícias penais, guardas municipais, Polícia Rodoviária Federal, Senappen e secretarias estaduais de segurança. A proposta é integrar inteligência, investigação e ação operacional contra organizações criminosas que atuam em mais de um território.

Operação busca atingir estrutura das organizações criminosas

A Força Integrada II não se limita ao cumprimento de prisões. Segundo a Polícia Federal, as ações miram núcleos suspeitos de atuação no comércio ilegal de drogas, circulação de armas e movimentação financeira vinculada a organizações criminosas. Em alguns estados, as diligências também incluem bloqueio de valores de investigados, medida usada para tentar reduzir a capacidade econômica dos grupos.

No Paraná, por exemplo, uma das frentes é a Operação Blue Sky II, desdobramento de investigação iniciada em março de 2026 para prender integrantes de um núcleo investigado por tráfico de entorpecentes. Em Santa Catarina, a Operação Impedimento apura a atuação de um grupo suspeito de tráfico de drogas na Grande Florianópolis, com mandados de prisão, buscas e bloqueio de valores.

Ação se conecta a programa federal contra o crime organizado

A ofensiva integra o programa Brasil Contra o Crime Organizado, lançado pelo governo federal para enfrentar facções a partir de quatro eixos: asfixia financeira, fortalecimento da segurança no sistema prisional, qualificação da investigação de homicídios e combate ao tráfico de armas. A operação desta terça-feira funciona como uma das primeiras demonstrações práticas dessa agenda nacional.

Esse ponto é relevante porque facções já não operam apenas como grupos armados locais. Elas movimentam dinheiro, controlam redes, disputam mercados ilícitos e se aproveitam de fronteiras frágeis entre estados. Portanto, uma resposta isolada tende a enxugar gelo com uniforme novo. A integração entre forças pode ser um caminho mais consistente, desde que venha acompanhada de investigação qualificada, controle de resultados e respeito ao devido processo legal.

Força policial precisa chegar ao dinheiro do crime

A operação reforça uma mudança de foco necessária na segurança pública: combater o crime organizado exige mais do que prender operadores de ponta. É preciso atingir logística, financiamento, lavagem de dinheiro, fornecimento de armas e comando prisional. Sem isso, o Estado prende uma peça e o tabuleiro se reorganiza antes mesmo do boletim esfriar.

Ainda assim, o impacto real da Operação Força Integrada II dependerá do que vier depois dos mandados. Prisões e buscas são etapas importantes, mas não encerram a resposta pública. O teste será transformar apreensões, provas e bloqueios em denúncias consistentes, processos robustos e desarticulação efetiva das estruturas investigadas. O crime organizado joga no longo prazo; o Estado não pode responder apenas no dia da operação.

Fontes e documentos:

Governo libera R$ 11 bi contra crime organizado (Fonte em Foco)
Mortes em ações policiais expõem crise no país (Fonte em Foco)
– PF mira exportação falsa de café para enviar cocaína (Fonte em Foco)
– Operação Força Integrada II mobiliza FICCOs em todo o país contra o crime organizado (Polícia Federal)
– Polícia Federal deflagra operação nacional contra tráfico, facções e lavagem de dinheiro em 16 estados (Ministério da Justiça e Segurança Pública)

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.