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“Não Temas, Maria” amplia rede contra violência no DF

Publicado em

Reportagem:
Paulo Andrade

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Eleições 2026 têm recorde de candidaturas indígenas

As Eleições 2026 registram 191 pedidos de candidatura de pessoas autodeclaradas indígenas, maior número de uma eleição geral desde que o TSE começou a reunir dados de cor e raça, em 2014. Apesar do recorde, o grupo representa apenas 0,93% dos 20.506 pedidos contabilizados até 17 de agosto. A maior presença está nas disputas para deputado estadual e federal. Mulheres representam 44% das candidaturas indígenas, proporção superior à participação feminina no conjunto dos concorrentes. Neste ciclo, regras do TSE também determinam distribuição proporcional de recursos públicos e de tempo de propaganda às candidaturas indígenas.

Fé pesa na escolha eleitoral para 81% dos brasileiros

Pesquisa do LePar/UFF mostra que 81% dos brasileiros consideram fundamental que candidatos acreditem em Deus. O índice chega a 89% entre entrevistados com renda de até um salário mínimo e cai para 57% entre aqueles que recebem de 10 a 20 salários mínimos. O levantamento também revela uma diferença entre a valorização de Deus e a confiança nas instituições religiosas. A matéria explica ainda o resultado segundo o qual 54% defendem que o Estado não seja laico, o significado constitucional da laicidade e os limites para interpretar a relação entre religião e comportamento eleitoral.

Empresas devem atualizar dados salariais até 31 de agosto

Empresas com 100 ou mais empregados devem atualizar informações no Portal Emprega Brasil para relatório salarial do MTE.

Exposição sobre mulheres segue até 10 de maio

Mulheres são tema de exposição gratuita no Espaço Lúcio Costa até 10 de maio, com obras sobre identidade e igualdade.

Riacho Fundo II terá centro de apoio à mulher

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Viva Flor passa a valer em 13 delegacias do DF

Viva Flor passa a ser acessado por via administrativa em 13 delegacias do DF, sem necessidade de decisão judicial prévia. Entenda como funciona.
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Mulheres em risco ganham apoio em comunidades religiosas

Mulheres em situação de vulnerabilidade no Distrito Federal contam com uma rede adicional de acolhimento, orientação e encaminhamento para enfrentar situações de violência. O programa Não Temas, Maria, desenvolvido pela Secretaria da Mulher do DF em parceria com a Arquidiocese de Brasília, foi homenageado em sessão solene na Câmara Legislativa do Distrito Federal nesta segunda-feira, 11 de maio, com a presença da governadora Celina Leão.

Programa aproxima igrejas da rede de proteção às mulheres

O Não Temas, Maria atua na prevenção da violência contra a mulher por meio de orientação, apoio e encaminhamento de vítimas à rede especializada. A iniciativa também promove ações educativas e capacitações voltadas a lideranças religiosas, que podem funcionar como primeiro ponto de escuta para mulheres que ainda não chegaram aos serviços públicos.

A proposta foi lançada pela Secretaria da Mulher em parceria com a Arquidiocese de Brasília para fortalecer a rede comunitária de apoio. Desde então, cerca de duas mil pessoas participaram de atividades do programa, incluindo encontros, treinamentos e visitas técnicas a equipamentos públicos de atendimento às mulheres.

Violência contra a mulher exige resposta fora do gabinete

Durante a solenidade, Celina Leão defendeu que o enfrentamento da violência contra a mulher precisa envolver o Estado e a comunidade. A governadora afirmou que muitas vítimas não registram episódios de violência antes de situações mais graves e citou quase 20 mil ocorrências no ano passado. O dado reforça um ponto sensível: a rede formal de proteção só funciona plenamente quando a vítima consegue acessá-la a tempo.

A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, também destacou a importância da articulação entre Executivo, Legislativo e instituições religiosas. A lógica do programa é simples, mas relevante: se parte das mulheres busca acolhimento primeiro em espaços de fé, esses espaços precisam saber orientar sem improviso, sem culpabilização e sem empurrar a vítima de volta ao ciclo de violência.

Protocolo busca padronizar acolhimento

Um dos avanços apontados pelo programa é a criação de um protocolo de atuação entre as instituições parceiras. O objetivo é organizar o acolhimento inicial e padronizar os encaminhamentos das comunidades religiosas para a rede pública especializada. Na prática, isso reduz o risco de respostas desencontradas em um momento no qual a vítima precisa de proteção, não de confusão administrativa.

Esse ponto é decisivo porque a violência contra a mulher costuma envolver medo, dependência econômica, ameaça familiar e isolamento. Quando a primeira escuta falha, a mulher pode desistir de procurar ajuda. Quando a primeira escuta orienta corretamente, a chance de acesso aos serviços públicos aumenta. A diferença, muitas vezes, começa numa conversa que precisa ser preparada para não terminar em silêncio.

Quando a fé encontra a política pública

O Não Temas, Maria mostra uma aposta institucional em redes de proximidade. Igrejas e comunidades religiosas não substituem delegacias, casas de acolhimento, assistência social, saúde ou Justiça. No entanto, podem ajudar a abrir a porta de entrada para mulheres que, por medo ou desconhecimento, ainda não chegaram a esses serviços.

O cuidado necessário está no equilíbrio. A parceria só será efetiva se o acolhimento comunitário respeitar os direitos da vítima, preservar sua autonomia e encaminhar corretamente os casos. Violência doméstica não se resolve com conselho genérico nem com sermão bem-intencionado. Exige proteção, escuta qualificada e resposta pública. É aí que a boa vontade precisa virar método.

Fontes e documentos:

Absorva o Bem vira rede de cuidado no Distrito Federal (Fonte em Foco)
Mães atípicas encontram apoio para seguir cuidando (Fonte em Foco)
Hotel Social dá pernoite e chance de recomeço no DF (Fonte em Foco)
– Celina Leão destaca fortalecimento da rede de proteção às mulheres durante homenagem ao programa Não Temas, Maria (Agência Brasília)
– Secretaria da Mulher lança Projeto “Não Temas, Maria!” em parceria com a Igreja Católica (Secretaria da Mulher do DF)

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