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quarta-feira, 21 janeiro 2026, 07:32:07
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Gleisi culpa Selic por alta da dívida e critica juros

Publicado em:

Reporter: Marta Borges

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A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, atribuiu nesta segunda-feira (22) o aumento da dívida pública ao patamar elevado da taxa Selic, e não às despesas do governo. Atualmente em 15% ao ano, a taxa básica está no maior nível desde 2006, quando alcançou 15,25%.

Em publicação nas redes sociais, a ministra afirmou que a Selic elevada “suga” recursos do Orçamento, reduzindo a capacidade de investimento do Estado e comprometendo a prestação de serviços públicos, programas sociais e iniciativas de desenvolvimento. Gleisi criticou análises que apontam crescimento real das despesas como principal fator da dívida, sem considerar que os juros estão cerca de 10 pontos percentuais acima da inflação.

Para a ministra, são os juros elevados que encarecem o crédito, limitam o crescimento e pressionam a dívida pública, ao deslocar uma parcela significativa do Orçamento para o serviço da dívida. A crítica ocorre dias após o Congresso Nacional aprovar o Projeto de Lei Orçamentária (Ploa) de 2026, que prevê R$ 6,5 trilhões em despesas totais. Desse montante, 28% — cerca de R$ 1,82 trilhão — estão destinados ao pagamento de juros.

O contexto inclui ainda a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a Selic em 15% pela quarta reunião consecutiva. O colegiado afirmou que a estratégia de manter os juros elevados por período prolongado é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta, diante de um cenário de incertezas.

Nesta segunda, o Boletim Focus, do Banco Central, atualizou as projeções do mercado. A expectativa é de que a Selic recue para 12,25% ao fim de 2026, com novas reduções para 10,5% em 2027 e 9,75% em 2028. Já a projeção do IPCA para este ano caiu pela sexta semana seguida, de 4,36% para 4,33%, permanecendo dentro do intervalo da meta.

Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2026, a projeção de inflação recuou para 4,06%; para 2027 e 2028, as estimativas são de 3,8% e 3,5%, respectivamente.

Em novembro, o IPCA registrou 0,18%, o menor resultado para o mês desde 2018, acumulando 4,46% em 12 meses, segundo o IBGE. Mesmo com o arrefecimento das expectativas, o BC manteve o discurso de cautela. Em comunicado, o Copom reiterou que seguirá vigilante e que poderá ajustar a política se julgar necessário.

No embate entre política fiscal e monetária, o dado concreto é este: juros altos têm custo orçamentário imediato. A divergência está em quem paga a conta — e por quanto tempo.

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