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Justiça torna Pedro Turra réu por homicídio doloso no DF

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Reportagem:
Repórter: Marta Borges

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A Justiça do Distrito Federal decidiu nesta sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026, tornar réu o piloto de automobilismo Pedro Turra, de 19 anos. Com isso, ele passa a responder por homicídio doloso qualificado por motivo fútil e segue preso preventivamente na Papuda, em Brasília.

O que diz o MPDFT sobre a morte do adolescente

O MPDFT acusa Turra de provocar a morte de Rodrigo Castanheira, de 16 anos, após uma briga em Vicente Pires, em janeiro. Rodrigo ficou cerca de duas semanas internado em UTI e morreu no sábado (7 de fevereiro).

No início, a Polícia Civil indicou um desentendimento banal como gatilho. Depois, a apuração passou a apontar que a briga teria sido premeditada e contaria com apoio de amigos do piloto, segundo a reportagem da Agência Brasil baseada na investigação.

Vídeos e a versão da acusação

A denúncia descreve imagens do episódio, que ganhou repercussão nacional. Segundo o MPDFT, Turra teria agido de forma “livre e consciente” ao descer do carro e iniciar agressões contra o adolescente, que caiu, bateu a cabeça e perdeu a consciência.

Aqui, vale o básico do óbvio: vídeo ajuda, mas não substitui processo. Ainda assim, quando a acusação diz que tem imagens e fala em “premeditação”, o caso deixa de ser “briga” e vira coisa séria de tribunal do júri.

Pedido de indenização e risco de pena

Além da responsabilização criminal, os promotores pedem condenação ao pagamento de R$ 400 mil por danos morais à família da vítima. A pena para homicídio doloso pode chegar a 30 anos.

Prisão preventiva e outros relatos de violência

Turra já respondia por inquérito de lesão corporal em liberdade quando voltou a ser preso, em 30 de janeiro. A prisão foi mantida com base, entre outros pontos, em reiteração de condutas violentas e em riscos de interferência na produção de provas, conforme decisão citada na cobertura.

Há ainda menção, nas investigações, de envolvimento em outras agressões, inclusive um episódio com uso de arma de choque (taser) contra uma adolescente, segundo o noticiário. Isso integra o contexto apontado para justificar a cautelar, mas será tema de apuração própria no processo.

O que disse o juiz ao aceitar a denúncia

Ao receber a denúncia, o juiz André Silva Ribeiro considerou que a acusação expôs os fatos de forma “clara e precisa”. Além disso, destacou gravidade concreta, reiteração de violência e riscos de interferência probatória para justificar a resposta cautelar mais rígida.

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