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InícioBrasíliaTeleconsulta nas UPAs do DF passa de 21 mil casos

Teleconsulta nas UPAs do DF passa de 21 mil casos

Publicado em

Reportagem:
Repórter: Jeferson Nunes

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UPAs do DF usam teleconsulta para acelerar atendimento de casos leves

Com o aumento de sintomas como gripe, tosse, febre e dor de garganta, pacientes com quadros leves passaram a ter um caminho mais rápido nas Unidades de Pronto Atendimento do Distrito Federal. A teleconsulta, adotada pelo IgesDF, já soma 21.467 atendimentos desde maio de 2025 e busca reduzir a espera de quem não apresenta sinais de urgência.

O atendimento remoto ocorre dentro da própria UPA, após triagem e classificação de risco. Assim, pacientes identificados com pulseira verde podem ser atendidos por vídeo, com apoio presencial da equipe de enfermagem. A medida permite que médicos e equipes presenciais concentrem esforços nos casos mais graves, sem deixar os quadros leves parados na fila.

Teleconsulta nas UPAs do DF atende casos de menor gravidade

Todas as 13 UPAs do DF já contam com teleconsulta. O modelo é voltado a pacientes sem sinais imediatos de urgência, especialmente em períodos de maior procura por atendimento, como ocorre com síndromes respiratórias e doenças gastrointestinais.

Na prática, o paciente passa pela triagem, recebe a classificação de risco e, quando se enquadra no perfil de menor gravidade, pode optar pela consulta por vídeo. Antes do atendimento, ele ou o responsável assina um termo de consentimento.

Depois disso, a pessoa é encaminhada para uma sala específica dentro da unidade. A consulta ocorre por videochamada com um médico, enquanto a enfermagem permanece no local para orientar, acompanhar e encaminhar o caso, quando necessário.

Atendimento infantil também avança em quatro unidades

A teleconsulta pediátrica está disponível nas UPAs de Sobradinho, Ceilândia 1, Recanto das Emas e São Sebastião. Essa modalidade começou no fim de janeiro deste ano e já registrou 364 atendimentos infantis.

Embora o número ainda seja pequeno em relação ao total de consultas remotas, ele mostra a ampliação gradual do serviço. Além disso, a entrada da pediatria na teleconsulta ocorre em um período sensível para a rede, marcado pelo aumento de sintomas respiratórios entre crianças.

A medida não substitui o atendimento presencial quando há necessidade de exame físico ou maior investigação clínica. Por isso, os casos com sinais de alerta continuam seguindo o fluxo convencional de urgência e emergência.

Modelo registra prescrições, exames e baixa conversão presencial

Os dados do serviço indicam que a teleconsulta tem sido usada não apenas para orientação médica. Desde a implantação, foram emitidas 12.614 prescrições de medicamentos, além de 6.569 solicitações de exames laboratoriais e 2.893 pedidos de exames de imagem.

Apenas 12,1% dos atendimentos precisaram ser convertidos em consulta presencial. Em geral, isso ocorre quando o médico identifica necessidade de exame físico, avaliação complementar ou retaguarda imediata da equipe da própria unidade.

As UPAs com maior volume de teleconsultas são Gama, com 4.877 atendimentos, Ceilândia II, com 4.724, e Vicente Pires, com 4.322. Entre as principais causas de procura estão síndromes respiratórias, diarreia, gastroenterite e febre.

Quando a fila aperta, organizar o fluxo vira cuidado

A teleconsulta não resolve sozinha os gargalos da saúde pública. Contudo, quando bem aplicada, ajuda a separar o que exige resposta imediata do que pode ser conduzido com orientação médica segura e acompanhamento local.

Essa diferença importa. Em uma UPA lotada, tratar todos os casos como se tivessem o mesmo grau de urgência é uma receita conhecida para ampliar espera, tensão e desgaste das equipes. A classificação de risco existe justamente para evitar que a ordem de chegada pese mais do que a gravidade clínica.

O ponto central, portanto, não é trocar o médico presencial por uma tela. É usar tecnologia para organizar melhor a porta de entrada, preservar atendimento aos casos graves e dar resposta mais rápida a quem tem quadro leve. Em saúde pública, fila também é diagnóstico. Quando ela cresce demais, o sistema está dizendo que precisa respirar.

Fontes e documentos:

Procura por teleconsulta nas UPAs cresce e já soma mais de 21 mil atendimentos (Agência Brasília)
– UPA de Ceilândia passa a oferecer teleconsulta pediátrica (Secretaria de Saúde do DF)
– UPA de Sobradinho inicia teleconsulta pediátrica e Planaltina passa a contar com atendimento online para adultos (Secretaria de Saúde do DF)

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