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Estudo afirma que o vírus Sars-CoV-2 se espalha por todo o corpo humano

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Que a Covid-19, enfermidade causada pelo vírus Sars-CoV-2, é uma doença que se inicia pelo trato respiratório, já sabemos. Mas, um estudo publicado na revista Nature, afirma que o coronavírus é capaz de se espalhar por todo o corpo humano, afetando além dos pulmões, outros órgãos, músculos e nervos.

O estudo foi feito a partir das autópsias de 44 pessoas não vacinadas que morreram com Covid-19 entre abril de 2020 e março de 2021. A partir das amostras, os pesquisadores conseguiram detectar e quantificar o nível de RNA mensageiro do vírus Sars-CoV-2 em 84 locais anatômicos distintos e fluidos corporais.

Os pesquisadores comprovaram que a replicação do vírus ocorre em vários tecidos respiratórios e não respiratórios, incluindo o cérebro, ainda no início da infecção. Fragmentos do coronavírus foram encontrados na autópsia do cérebro de um dos pacientes 230 dias após o início dos sintomas.

Apesar da carga viral substancial, o cérebro e outros órgãos não mostraram alterações significativas nos tecidos quando comparadas à inflamação e lesão encontradas nos pulmões nas duas semanas após o início dos sintomas.

Nos estágios mais avançados de recuperação da doença, os pulmões dos pacientes estavam menos infectados, já os outros locais não mostravam tanta melhora. Os pesquisadores não sabem o motivo certo deste processo, mas sugerem que o sistema imunológico talvez atue melhor nos pulmões.

“Nossos dados indicam que, em alguns pacientes, o Sars-CoV-2 pode causar infecção sistêmica e persistir no corpo por meses”, afirmam os pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês), no artigo. “Embora a maior carga de Sars-CoV-2 esteja nos tecidos respiratórios, o vírus pode se disseminar por todo o corpo”, escrevem.

Compreender como o coronavírus se espalha pelo corpo humano e persiste por tanto tempo nos tecidos e fluidos, pode ajudar a explicar também a forma longa da Covid-19.

Confira a íntegra do estudo publicado na revista Nature.

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