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InícioVida & DesenvolvimentoMeio ambienteAmazônia perde 52 milhões de hectares de vegetação em 40 anos

Amazônia perde 52 milhões de hectares de vegetação em 40 anos

Publicado em:

Reporter: Paulo Andrade

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A Amazônia perdeu 52 milhões de hectares de vegetação nativa entre 1985 e 2024, o que equivale a 13% de seu território. A constatação faz parte de uma análise da série histórica de dados do Mapbiomas sobre o uso do solo na região. O estudo alerta que o bioma está se aproximando do “ponto de não retorno” de 20% a 25% de perda de vegetação, a partir do qual a floresta não conseguiria mais se sustentar.

A pesquisa revela que a ocupação humana do solo na Amazônia acelerou nas últimas quatro décadas. As pastagens, por exemplo, aumentaram em mais de 43 milhões de hectares, e a área dedicada à agricultura cresceu 44 vezes no mesmo período, atingindo 7,9 milhões de hectares.

Soja e seca intensificam os impactos

A lavoura de soja é a principal cultura na Amazônia, ocupando 74,4% da área agrícola do bioma. A maior parte desse avanço ocorreu após 2008, data da Moratória da Soja, com a conversão de antigas áreas de pastagem em plantações. No entanto, 769 mil hectares de floresta primária foram diretamente convertidos em lavoura de soja no período.

A perda de vegetação nativa tem impactado o ciclo da água na região. O estudo aponta uma retração de 2,6 milhões de hectares de superfícies de água na Amazônia, intensificada na última década, que registrou oito dos dez anos mais secos do bioma.

Governo federal busca reverter o quadro

O Ministério do Meio Ambiente reforçou que o governo tem adotado medidas para combater o desmatamento, com o objetivo de zerar o desmatamento ilegal até 2030. Entre as ações, destacam-se:

  • Criação da Comissão Interministerial de Prevenção e Controle do Desmatamento (CIPPCD);
  • Uso do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (DETER), que contribuiu para uma redução de 45,7% nos alertas de desmatamento entre 2023 e 2024;
  • Reativação do Fundo Amazônia e investimento de R$ 318,5 milhões para reforçar a fiscalização.

Apesar da degradação, o estudo também mostra que a regeneração natural é uma realidade na Amazônia, com a vegetação secundária respondendo por 2% da cobertura verde remanescente do bioma.

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