Publicidade
InícioVida & DesenvolvimentoSaúdeCasos de dengue aumentam consideravelmente durante o verão; saiba os motivos

Casos de dengue aumentam consideravelmente durante o verão; saiba os motivos

Publicado em

Cobertura relacionada

Hospital de Base aos 66 anos, porta da alta complexidade

Hospital de Base completa 66 anos como peça central da alta complexidade no DF, reunindo atendimento, ensino e memória pública.

Saúde abre credenciamento para reduzir filas no DF

Credenciamento SUS no DF busca ampliar cirurgias de otorrinolaringologia e serviços de nefrologia. Veja o que muda.

Vacinação contra pneumococo em crianças e grupos prioritários

Vacinação contra pneumococo no DF depende de idade, histórico vacinal e condições de saúde, com transição para a VPC20.

Programa oferece órteses e próteses gratuitas pelo SUS no DF

Programa OPM oferece órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção a pacientes da rede pública do Distrito Federal.

Palmilhas gratuitas ajudam pacientes a andar sem dor

Palmilhas gratuitas e calçados especiais ajudam pacientes do SUS no DF a reduzir dores e prevenir feridas. Veja como acessar.

Uso correto de remédios reduz riscos à saúde

Uso de remédios exige dose correta, armazenamento seguro e descarte adequado; veja orientações dadas na UBS do Cruzeiro.
Publicidade

Com a chegada do verão, os casos de dengue aumentam consideravelmente. Devido à grande incidência de chuvas em todo o país, o acúmulo de água faz com que a proliferação do mosquito Aedes aegypti se intensifique. Somado ao calor intenso, o ambiente é ainda mais propício para que os ovos colocados pelas fêmeas eclodam e deem origem a milhares de novos mosquitos.

O diretor de Vigilância Epidemiológica (Divep), da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Adriano de Oliveira, destaca que, no verão, a confluência de fatores ambientais favorece um aumento em larga escala dos insetos. “O acúmulo de água parada e temperaturas altas favorecem o ciclo reprodutivo do mosquito, que aumenta em uma escala muito rápida. Aí a circulação do vírus aumenta em progressão geométrica”, explica.

“Quanto mais pessoas vão sendo infectadas, são mais hospedeiros para mais mosquitos conseguirem pegar o vírus e depois transmitir para um número cada vez maior de pessoas. Essa é a curva que acontece no verão”, completa.

Por esse motivo, o cuidado por parte dos moradores é a principal arma de prevenção contra o mosquito: limpeza dos quintais para evitar água empoçada, vedação das caixas d’água, limpeza dos vasos de plantas e calhas. Também é essencial receber os agentes de saúde para fazer a vistoria em possíveis focos do Aedes aegypti.

O médico David Urbaez, Referência Técnica Distrital (RTD) de Infectologia da SES-DF, explica que existem quatro tipos diferentes de vírus da dengue. “A doença sempre começa com uma forma não grave. Se a pessoa teve infecção pelo tipo 1, pode ter novamente uma infecção por dengue do tipo 2, 3, 4. No entanto, como o corpo já teve contato com o vírus, quando tem o segundo e terceiro episódio de dengue, o paciente apresenta uma manifestação exacerbada na defesa imunológica. Isso gera maior probabilidade de desenvolver dengue grave”, explica.

“A recomendação para a população é ficar muito vigilante em relação às condições para gerar o mosquito. Outra coisa, é o uso de repelentes para evitar as picadas, principalmente em lugares onde está tendo mais casos”, completa o especialista.

Segundo dados do boletim epidemiológico divulgado em 25 de janeiro pela SES-DF, foi registrado um total de 17.150 casos suspeitos de dengue, dos quais 16.628 são prováveis, um aumento de 646,5% frente ao mesmo período do ano passado. As regiões administrativas com as maiores taxas de incidência no período foram Brazlândia, com 1.506,70 casos por 100 mil habitantes, e Sol Nascente/Por do Sol, com 1.086,88 casos por 100 mil habitantes.

Sintomas e combate ao mosquito

Os principais sintomas da dengue são febre alta, dor no corpo e articulações, dor atrás dos olhos, mal estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo. Por ser uma doença viral, o tratamento é feito para aliviar os sintomas, por meio da prescrição de antitérmicos, ingestão de líquidos e repouso. Portanto, ao primeiro sinal dos sintomas, procure um médico ou o serviço de saúde mais próximo. Não devem ser usados medicamentos à base de ácido acetilsalicílico e antiinflamatórios, como aspirina e AAS, pois podem aumentar o risco de hemorragias.

O diretor de vigilância ambiental, Jadir Filho, relata que a SES-DF tem intensificado ações de combate ao mosquito e a aplicação do fumacê. “Nossos agentes estão nas ruas todos os dias fazendo visitas, inspeções, tratamentos. Temos o fumacê, que tem seu uso bastante criterioso para ações de bloqueio. Então é importante cada um fazer a sua parte para que assim possamos juntos enfrentar essa batalha”.

“Com as chuvas e as altas temperaturas, devemos redobrar o cuidado. Os ovos muitas vezes colocados num período seco podem durar mais de um ano e eclodir ao ter contato com água. É importante a população tirar dez minutos dentro de sua residência fazendo a inspeção no quintal, garagem e possíveis focos para eliminá-los”, conclui.

Ciclo de vida do mosquito

O ciclo de vida do mosquito Aedes aegypti contém quatro fases: adultos, ovos, larvas e pupas. Em condições ideais, leva de 7 a 10 dias para que o ciclo de vida se complete. Os adultos vivem em média de 30 a 45 dias. Por isso, interromper este ciclo com a fiscalização caseira semanal é fundamental.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade