Oficina ortopédica do DF entrega palmilhas e calçados especiais
Pacientes da rede pública do Distrito Federal com diabetes, neuropatias, hanseníase, artrose, fascite plantar e outras condições que afetam os pés podem receber palmilhas adaptadas e calçados especiais gratuitos pela oficina ortopédica da Secretaria de Saúde do DF. O serviço ajuda a reduzir dores, proteger áreas de pressão, prevenir feridas e preservar a mobilidade de quem depende do SUS para manter autonomia no dia a dia.
Palmilhas adaptadas reduzem riscos nos pés
O serviço atende pacientes que precisam de materiais ortopédicos sob medida, especialmente quando há perda de sensibilidade, deformidades, dor persistente ou risco de lesões. Em casos de diabetes e neuropatias periféricas, a atenção é ainda mais importante, porque feridas nos pés podem evoluir para infecções graves e até amputações quando não há acompanhamento adequado.
Foi esse tipo de cuidado que mudou a rotina de José Brito, de 64 anos. Diagnosticado com diabetes, ele passou a usar um calçado com palmilha adaptada fornecido gratuitamente pela rede pública. O aposentado relatou melhora no conforto e na caminhada após receber o material. Já Raquel Peres, técnica de hemoterapia, foi encaminhada ao serviço após tratamento prolongado para fascite plantar e passou a usar uma palmilha personalizada.
Serviço é feito pelo Naopme e pelo Nupop
A oficina ortopédica da SES-DF funciona por meio de dois núcleos. O Naopme, localizado na estação de metrô da 114 Sul, na Praça do Cidadão, faz o cadastro e a avaliação dos pacientes. Já o Nupop, no SIA, é responsável pela produção, ajustes e entrega de órteses, próteses e outros materiais especiais.
Em 2025, mais de 3 mil órteses, entre palmilhas adaptadas e calçados especiais, foram entregues à população. Além desses itens, a oficina ortopédica também disponibiliza cadeiras de rodas, cadeiras de banho, bengalas, andadores, coletes, próteses e equipamentos respiratórios, conforme avaliação e indicação da rede pública.
Como acessar o atendimento
Para solicitar o serviço, o paciente ou responsável deve comparecer presencialmente ao Naopme, na estação do metrô da 114 Sul, com os documentos originais exigidos. A lista inclui documento de identidade com foto ou certidão de nascimento, CPF, Cartão Nacional do SUS, comprovante de residência e laudo ou pedido de profissional da rede pública que comprove a necessidade do material.
Depois do cadastro, o paciente passa por avaliação com fisioterapeuta. A entrega ocorre por ordem de inscrição e depende da disponibilidade dos materiais. As palmilhas podem ser preventivas, neuropáticas ou de contato total, conforme a necessidade clínica. Já os calçados incluem sandálias ortopédicas e modelos fechados ou semiabertos, definidos após avaliação.
Quando uma palmilha evita um problema maior
O impacto do serviço parece simples, mas não é pequeno. Para quem convive com dor, perda de sensibilidade ou risco de feridas, uma palmilha correta pode significar mais segurança para caminhar, menos sobrecarga nos pés e menor chance de agravamento. Em saúde pública, às vezes a tecnologia que evita uma complicação grave cabe dentro de um sapato.
O ponto mais importante é a continuidade do acompanhamento. As palmilhas devem ser renovadas a cada seis meses, e os calçados, anualmente, mediante novo pedido médico. Essa regra mantém o paciente vinculado à rede e permite reavaliar o quadro antes que uma dor vire ferida, e uma ferida vire urgência. Prevenir, aqui, custa menos que remediar — e dói bem menos também.
Fontes e documentos:
– Farmácia Digital reduz filas por remédio de alto custo (Fonter em Foco)
– Saúde abre credenciamento para reduzir filas no DF (Fonte em Foco)
– Centros ajudam mulheres a romper ciclos no DF (Fonte em Foco)
– Oficina Ortopédica devolve conforto e autonomia a pacientes da rede pública do DF (Secretaria de Saúde do DF)
– Órtese e prótese (Secretaria de Saúde do DF)
– Oficina Ortopédica de Brasília (Secretaria de Saúde do DF)

