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quinta-feira, 21 maio 2026, 13:47:38
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Comunicação Não Violenta no IgesDF

Publicado em

Reportagem:
Jeferson Nunes

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Lideranças do IgesDF discutem comunicação para melhorar cuidado ao paciente

Gestores e assessores do IgesDF participaram, nesta quarta-feira, 20 de maio, do sétimo encontro da 5ª edição do Programa de Desenvolvimento de Liderança. A formação discutiu como a comunicação não violenta, a escuta ativa e a construção de ambientes de confiança podem melhorar relações internas e refletir no atendimento prestado aos pacientes do SUS.

CNV no SUS entra na agenda das lideranças

A palestra “Comunicação não violenta na liderança: construindo ambientes de confiança” foi conduzida por Ronaldo Silvestre da Costa, assessor técnico da Coordenação de Planejamento e Monitoramento de Contratações e membro da Comissão de Avaliação do Contrato de Gestão.

Durante o encontro, os participantes discutiram princípios como observação sem julgamento, empatia, escuta ativa e expressão respeitosa de sentimentos e necessidades. A proposta foi mostrar que a comunicação dentro das equipes não é assunto lateral. Em unidades de saúde, uma orientação mal feita, uma escuta frágil ou uma liderança baseada no medo pode atravessar o corredor e chegar ao paciente.

A formação integra o Programa de Desenvolvimento de Liderança do IgesDF, iniciativa voltada ao fortalecimento das competências de gestão, melhoria das relações interpessoais e construção de uma cultura organizacional mais acolhedora e eficiente.

Relações internas afetam a assistência

A comunicação não violenta, ou CNV, é apresentada como metodologia voltada ao diálogo construtivo e à compreensão mútua. Em ambientes de saúde, sua aplicação pode ajudar a reduzir ruídos entre equipes, ampliar a confiança e melhorar a coordenação de atividades assistenciais.

Ronaldo Silvestre destacou que a técnica pode gerar ganhos de desempenho, construir ambientes mais seguros e influenciar a qualidade do atendimento. O ponto é simples, embora nem sempre praticado: equipe que não se escuta tende a trabalhar no limite do desgaste. E, na saúde, desgaste interno raramente fica só na sala administrativa.

O debate também abordou a necessidade de lideranças identificarem conflitos, falhas de comunicação e dificuldades de relacionamento mesmo em equipes tecnicamente qualificadas. Competência técnica importa, mas não substitui vínculo profissional saudável. Um time pode saber o que fazer e, ainda assim, falhar na forma como se organiza para fazer.

Escuta ativa foi tratada como ferramenta de gestão

Ao longo da formação, foram realizadas atividades práticas para estimular reflexão sobre autenticidade, clareza na comunicação e construção de confiança. Também foram discutidos temas como linguagem positiva, validação de sentimentos e criação de espaços seguros para diálogo.

Essa dimensão é relevante porque a liderança em saúde pública lida com pressão permanente. Há cobrança por produtividade, filas, urgências, demandas administrativas, escassez de recursos e sofrimento humano na ponta. Nesse cenário, uma chefia que apenas transmite ordem pode até acelerar um processo pontual, mas dificilmente constrói equipe sustentável.

A Escola Nacional de Administração Pública também trata a comunicação não violenta como ferramenta para ampliar assertividade, empatia e eficácia nas interações profissionais, com foco em relações de cooperação e apoio.

IgesDF atua em unidades estratégicas do SUS

O tema ganha peso porque o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal administra unidades de alta demanda no SUS-DF. O instituto é responsável pelo Hospital de Base, Hospital Regional de Santa Maria, Hospital Cidade do Sol e 13 unidades de pronto atendimento.

Nessas estruturas, a qualidade da liderança interfere diretamente em fluxos de atendimento, comunicação entre equipes, gestão de conflitos e resposta ao usuário. Por isso, formação de gestores não pode ser vista como palestra decorativa. Quando funciona, ela reduz atrito interno e melhora a experiência de quem busca atendimento.

A analista executiva da Assessoria de Comunicação do IgesDF, Anna Beatriz Vieira, avaliou que o encontro permitiu rever atitudes e observar experiências de outros setores. Já a chefe do Núcleo de Cultura, Desenvolvimento e Comunicação Interna, Tatiana Marra, destacou que espaços de diálogo fortalecem lideranças, equipes e clima organizacional.

Humanização não pode ser apenas discurso

O IgesDF já vinha associando programas internos à humanização do atendimento e à valorização do paciente como centro do cuidado. Em 2025, o instituto relacionou essa agenda à Política Nacional de Humanização do Ministério da Saúde, dentro de ações voltadas à experiência do usuário no SUS.

Esse histórico ajuda a situar o PDL em uma estratégia mais ampla. Ainda assim, o desafio é transformar formação em prática institucional. Comunicação não violenta não pode virar cartaz bonito em corredor nem vocabulário elegante para reunião. Precisa aparecer no acolhimento ao paciente, no cuidado com servidores e na forma como conflitos são tratados.

A saúde pública exige técnica, mas também exige ambiente de trabalho minimamente saudável. Quem cuida sob pressão precisa ser liderado com clareza, responsabilidade e respeito. Do contrário, o sistema cobra de profissionais exaustos uma humanidade que a própria gestão nem sempre consegue oferecer.

Liderança também é cuidado indireto

O encontro do PDL mostra uma ideia que deveria ser óbvia, mas ainda precisa ser repetida: gestão em saúde também cuida. Cuida quando organiza escala, quando reduz conflito, quando melhora o fluxo, quando escuta a equipe e quando impede que a tensão interna vire atendimento frio ou truncado.

A comunicação não violenta não elimina falta de leito, fila ou pressão assistencial. Porém, pode melhorar a forma como equipes enfrentam esses problemas. Em saúde pública, isso não é detalhe comportamental. É parte da engrenagem que sustenta o atendimento.

Se o paciente percebe a ponta, a liderança precisa cuidar da base. Nenhum serviço humanizado se mantém sobre equipes adoecidas, silenciadas ou comandadas pelo medo.

Relacionadas,fontes e documentos:

Curso certifica 142 lideranças comunitárias no DF (fonte em Foco)
Jaleco marca início de técnicos em enfermagem no DF (Fonte em Foco)
Absorva o Bem leva dignidade menstrual à Rodoviária (Fonte em Foco)
GerAção Enem prepara 21 mil alunos da rede pública (Fonte em Foco)
– Comunicação não violenta fortalece liderança e contribui para atendimento mais humanizado no SUS (Agência Brasília)
– Nos 35 anos do SUS, projeto do IgesDF une humanização e gestão do cuidado (Agência Brasília)
– Introdução à Comunicação Não-Violenta (Enap)

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