Publicidade
InícioBrasíliaSaúde DFProjeto Luar reduz dor em recém-nascidos no DF

Projeto Luar reduz dor em recém-nascidos no DF

Publicado em

Cobertura relacionada

Hospital de Base usa nova técnica em artérias calcificadas

Hospital de Base do DF incorpora rotablator para tratar artérias calcificadas. Técnica evita cirurgia cardíaca, reduz internação e custos.

Policlínica de Taguatinga amplia tratamento de alergias

Policlínica de Taguatinga amplia prick test e imunoterapia para pacientes com alergias da Região Sudoeste encaminhados pelas UBSs.

IGESDF abre seleção para médico ultrassonografista

Vaga no IGESDF forma cadastro reserva para médico ultrassonografista, com salário de R$ 18,1 mil. Veja requisitos e inscrição.

Reganho de peso após canetas exige acompanhamento médico

Reganho de peso pode ocorrer após o uso de canetas. Entenda por que o acompanhamento médico e hábitos hábitos sustentáveis fazem diferença.

Hospital da Criança de Brasília é habilitado para terapia gênica

O Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB)...

HMIB adota telemetria na UTIN e reforça segurança neonatal

SES-DF implanta telemetria na UTIN do Hmib com central de monitoramento e investimento de R$ 264 mil para reforçar segurança neonatal. Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF
Publicidade

Tecnologia ajuda UTIs neonatais a tratar bebês com menos punções

Recém-nascidos internados em UTIs neonatais do Distrito Federal podem ter acesso a procedimentos menos invasivos com o Projeto Luar, pesquisa desenvolvida na Universidade de Brasília com fomento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal. A iniciativa combina laserterapia de baixa intensidade e ultrassonografia à beira-leito para melhorar a cicatrização, reduzir punções repetidas e tornar o cuidado neonatal mais seguro.

Projeto Luar leva ciência ao cuidado neonatal

O Projeto Luar é a sigla para Laserterapia e Ultrassonografia na Assistência ao Recém-Nascido. A pesquisa é coordenada pela professora Laiane Medeiros Ribeiro, da Faculdade de Ceilândia da UnB, doutora em ciências e especialista em neonatologia, enfermagem pediátrica, tecnologia e inovação.

A proposta nasceu dentro de um problema concreto das UTIs neonatais. Bebês prematuros ou submetidos a cirurgias delicadas podem enfrentar longos períodos de internação, múltiplas punções e recuperação difícil. Em pacientes tão vulneráveis, cada procedimento conta. Uma tentativa a menos já pode significar menos dor, menos estresse e menor risco de complicação.

A pesquisa foi desenvolvida em UTIs neonatais de hospitais de referência do DF, acompanhando recém-nascidos durante a internação. O trabalho também envolveu capacitação de equipes, criação de protocolos clínicos e produção de materiais educativos para orientar o uso das tecnologias no ambiente neonatal.

Laserterapia pode acelerar cicatrização em bebês

Uma das frentes do estudo avalia o uso da laserterapia de baixa intensidade em recém-nascidos submetidos a cirurgias relacionadas a condições graves, como gastrosquise, obstrução intestinal, enterocolite e anomalias anorretais.

Diferentemente do laser cirúrgico, usado para corte ou cauterização, a laserterapia de baixa intensidade utiliza feixes de luz com potência reduzida. A técnica atua de forma não invasiva e pode estimular processos celulares ligados à cicatrização, à redução da inflamação e ao reparo tecidual. Estudos de revisão descrevem a modulação de processos biológicos pela laserterapia, incluindo estímulo à cicatrização e à síntese de colágeno.

No projeto, as aplicações ocorreram no pós-operatório imediato, com monitoramento de sinais vitais e registro da evolução das feridas. Segundo os resultados iniciais divulgados pela equipe, a técnica pode reduzir complicações pós-operatórias e diminuir o tempo de internação hospitalar. A palavra central aqui é “pode”. O achado é promissor, mas ainda precisa ser consolidado com amostras maiores e protocolos mais amplos.

Ultrassom torna inserção de cateter mais precisa

A segunda frente do Projeto Luar investiga o uso da ultrassonografia durante a inserção do cateter central de inserção periférica, conhecido pela sigla PICC. Esse cateter é usado em recém-nascidos criticamente enfermos para administrar medicamentos, fluidos e nutrição parenteral por períodos prolongados.

Tradicionalmente, a inserção pode depender de punções sucessivas e confirmação posterior por imagem. Em bebês prematuros, esse processo é ainda mais delicado porque os vasos são pequenos e frágeis. Com a ultrassonografia à beira-leito, a equipe consegue visualizar os vasos em tempo real e acompanhar a passagem do cateter durante o procedimento.

Um estudo vinculado ao Projeto Luar descreve a aplicação da ultrassonografia ao PICC em recém-nascidos internados em UTI neonatal, com foco na técnica de inserção e na avaliação da ponta do cateter após o procedimento. A tecnologia pode reduzir tentativas, diminuir exposição à radiação e ajudar a identificar complicações mais cedo.

Inovação só vale quando diminui sofrimento

O mérito do Projeto Luar está em levar tecnologia para onde ela precisa provar utilidade sem discurso enfeitado: o leito de UTI. Em neonatologia, inovação não pode ser vitrine. Precisa ser cuidado mais preciso, menos dor, menor risco e melhor recuperação.

A pesquisa também reforça o papel da enfermagem na incorporação de tecnologias em saúde. Enfermeiros envolvidos no projeto passaram por treinamentos teóricos e práticos para uso da laserterapia e da ultrassonografia aplicada ao PICC. Isso importa porque tecnologia sem equipe treinada vira equipamento caro parado, fazendo pose de modernidade.

O próximo passo será ampliar estudos, consolidar protocolos clínicos e avaliar em quais condições essas tecnologias produzem maior benefício. Se os resultados forem confirmados em escala maior, o DF poderá contribuir para uma prática neonatal mais segura e humanizada. Para famílias que acompanham um bebê internado, menos sofrimento não é detalhe técnico. É esperança com método.

Ciência pública financiou equipamentos e formação

O fomento da FAPDF permitiu a aquisição de aparelhos de laserterapia, ultrassom e insumos, além da realização de treinamentos especializados. A iniciativa também contribuiu para a formação de mestres, doutores, especialistas e estudantes de graduação ligados à pesquisa.

Os resultados vêm sendo apresentados em congressos e publicações científicas. A perspectiva da equipe é avançar para estudos com amostras maiores, consolidar protocolos e ampliar a aplicação das tecnologias para outras condições neonatais.

Fontes e documentos:

– Policlínica da PCDF terá obra de R$ 34,8 milhões (Fonte em Foco)
DF mantém emergência contra gripe aviária (Fonte em Foco)
Teleconsulta nas UPAs supera 23 mil atendimentos (Fonte em Foco)
Palmilhas gratuitas ajudam pacientes a andar sem dor (Fonte em Foco)
– Projeto leva laserterapia às UTIs neonatais do DF (Agência Brasília)
– Projeto LUAR leva laserterapia às UTIs neonatais do DF para tornar tratamento de recém-nascidos menos invasivo (FAPDF)

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.