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Curso certifica 142 lideranças comunitárias no DF

Publicado em

Reportagem:
Janaina Lemos

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Moradores do DF concluem formação para atuar melhor nas comunidades

Moradores de todas as regiões administrativas do Distrito Federal concluíram a 2ª edição do Curso de Formação de Lideranças Comunitárias, iniciativa voltada a qualificar cidadãos que atuam em associações, coletivos, conselhos e outras formas de mobilização local.

A certificação de 142 participantes ocorreu nesta segunda-feira, 5 de maio, no auditório do DER-DF. A turma teve 154 matriculados, o que indica adesão elevada até o encerramento da formação.

Formação prepara lideranças para demandas locais

O curso abordou temas como cidadania, organização comunitária, participação social e desenvolvimento local. Além disso, os participantes tiveram acesso a conteúdos práticos e momentos de troca de experiências sobre problemas enfrentados nos territórios.

Na prática, a formação busca preparar lideranças para dialogar melhor com o poder público, organizar demandas coletivas e construir soluções mais consistentes para as comunidades. Essa é a diferença entre reclamar sozinho no grupo de mensagens e transformar a queixa em pauta organizada. A primeira desabafa. A segunda pode virar política pública.

Parceria com a UnB amplia alcance do curso

A nova edição também marca o avanço da parceria entre a Secretaria de Atendimento à Comunidade do DF e a Universidade de Brasília, por meio da Faculdade de Geografia.

Com essa aproximação, o curso poderá ganhar caráter de extensão universitária. Portanto, a formação deixa de ser apenas uma atividade pontual e passa a abrir espaço para produção de materiais técnicos, pesquisas, artigos acadêmicos e estudos voltados à atuação comunitária no DF.

Esse ponto é relevante porque aproxima a experiência das lideranças de base da produção de conhecimento. Quando a universidade escuta o território, e o território acessa método, todo mundo sai menos no escuro.

Curso de lideranças DF fortalece participação social

A formação de lideranças comunitárias tem efeito direto na organização das demandas locais. Em regiões onde o acesso a serviços públicos depende de articulação constante, representantes bem preparados conseguem identificar problemas, documentar necessidades e encaminhar reivindicações com mais clareza.

A cerimônia contou com a presença da secretária de Atendimento à Comunidade, Clara Roriz, do secretário-executivo da pasta, Evaldo Rabelo, do subsecretário de Tecnologias Sociais, José Roberto Costa, da professora Potira Meirelles, da UnB, e do professor Jeann Cunha, coordenador do curso.

Durante a solenidade, os formandos receberam os certificados e participaram de registros individuais e coletivos. O encerramento simboliza a conclusão da etapa formativa, mas também o início de uma rede mais estruturada de atuação comunitária.

Participação popular precisa de método

A formação de lideranças não substitui a responsabilidade do Estado. No entanto, pode melhorar a qualidade do diálogo entre governo e população. Comunidades organizadas tendem a apresentar demandas mais objetivas, acompanhar políticas públicas com mais atenção e cobrar respostas com base em prioridades reais.

O desafio, agora, é garantir continuidade. Curso sem acompanhamento posterior corre o risco de virar diploma bonito na parede. Já uma rede ativa, com apoio técnico e canais de participação, pode ajudar a transformar conhecimento em resultado concreto nos territórios.

Fontes e documentos:

– Seac-DF certifica 142 líderes comunitários em curso de cidadania ativa (Jornal de Brasília)
– Formação Liderança Comunitária (Secretaria de Atendimento à Comunidade do DF)
– Inscrições abertas para a segunda turma do Curso de Formação de Lideranças Comunitárias (Agência Brasília)
– Cursos do GDF abrem renda para mulheres (Fonte em Foco)
– CRMBs abrem portas para acolhimento e cursos no DF (Fonte em Foco)

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