O truque que sua mente prega em você e como não cair mais nele
Sabe aquela sensação de chegar ao dia 20 do mês e se perguntar em qual buraco negro o seu salário caiu?
Você não está sozinho.
A verdade é que a nossa cabeça não é muito boa em lidar com as pequenas escolhas do dia a dia. A gente não quebra porque comprou um carro por impulso; a gente se perde nas dezenas de “é só um cafezinho” ou “eu mereço esse mimo” que fazemos sem pensar.
O perigo do “eu mereço”
O nosso maior erro não é a falta de matemática, é o excesso de emoção. Usamos o dinheiro para tapar buracos que não são financeiros: o cansaço do trabalho, a ansiedade ou aquela vontade de se sentir bem por cinco minutos. O problema é que o prazer da compra passa rápido, mas o boleto tem vida longa.
Tratar o dinheiro com leveza não significa ser descuidado, mas sim entender que ele é uma ferramenta para te dar liberdade, não uma corrente de preocupação.
Três passos simples para começar hoje
Organização financeira não precisa de planilhas complexas. Comece pelo básico que funciona:
- A regra da espera: Viu algo que amou?? Espere até amanhã para comprar. Se no dia seguinte a vontade ainda for gigante, você avalia. Na maioria das vezes, a gente só queria o prazer do momento.
- Dê nome ao dinheiro: Em vez de guardar dinheiro “para o futuro“, guarde para a “viagem dos sonhos” ou para a “paz de dormir tranquilo“. Quando o dinheiro tem um destino feliz, dói menos não gastar agora.
- Olhe para o extrato sem culpa: Encarar os gastos não é para se punir, é para se conhecer. Entenda para onde o seu dinheiro está indo e o que está por trás de cada gasto: necessidade, vontade, cansaço, tristeza, euforia, estresse?
Cuidar do que é seu é o maior ato de carinho que você pode fazer por você mesmo. Que tal começar hoje, sem pressão, mas com atenção?
Gabriela Oliveira é educadora financeira comportamental, mentora, palestrante e coautora do livro Finanças e Negócios – Acelere seu Potencial Financeiro e Empresarial.

