O Ministério das Comunicações oficializou, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) deste sábado (27), o extrato da operação de crédito de R$ 12 bilhões destinada aos Correios. O montante, garantido pela União, tem como objetivo central o reequilíbrio econômico-financeiro e a modernização estratégica da estatal.
A aprovação pelo Tesouro Nacional ocorre após uma tentativa anterior de R$ 20 bilhões ter sido negada no início do mês. O novo valor foi ajustado para se adequar à capacidade de pagamento da empresa e ao seu plano de recuperação.
Detalhes da operação financeira
O empréstimo foi estruturado junto a um consórcio dos principais bancos públicos e privados do país, com condições consideradas competitivas pelo mercado:
Credores: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander.
Taxa de Juros: 115% do CDI (valor abaixo do limite de 120% usualmente adotado pelo Tesouro para garantias da União).
Prazo Total: 15 anos.
Carência: 3 anos para o início do pagamento do principal.
Onde o dinheiro será aplicado?
Os recursos de R$ 12 bilhões têm destinação específica dentro do plano de reestruturação validado pelo governo federal:
Capital de Giro: Fortalecimento do caixa para operações diárias.
Investimentos Estratégicos: Modernização da infraestrutura logística e tecnológica.
Despesas de Estruturação: Pagamento de comissões vinculadas à própria operação de crédito.
Reequilíbrio Financeiro: Quitação de obrigações previstas no plano de saneamento da estatal.
De acordo com o Tesouro Nacional, a liberação do crédito só foi possível porque os Correios apresentaram um plano de reequilíbrio financeiro sólido, atendendo aos critérios de governança exigidos para empresas estatais dependentes de garantia federal.

