Publicidade
InícioBrasilCrédito empresarial cresce em março, mas alta moderada reflete cautela diante de...

Crédito empresarial cresce em março, mas alta moderada reflete cautela diante de juros elevados

Publicado em

Reportagem:
Autor: Fabíola Fonseca

Cobertura relacionada

GDF anuncia concurso com 1.197 vagas sociais

Concurso social do DF terá 1.197 vagas para Sedes, Secretaria da Mulher e Sejus. Edital será publicado nesta quinta.

GDF autoriza 1,5 mil nomeações na educação, saúde e segurança

O governador Ibaneis Rocha autorizou 1.466 nomeações de servidores...

Poupança tem 1ª entrada líquida do ano em maio

Poupança tem entrada líquida de R$ 2,6 bilhões no mês de maio, mas ainda não muda o quadro acumulado do ano.

Poupança perdeu R$ 39,3 bilhões no semestre

Caderneta teve retirada líquida de R$ 39,3 bilhões no primeiro semestre de 2026, com saldo total de R$ 1,020 trilhão.

Mercado reduz projeção de inflação para 5,16% em 2026

Inflação 2026 recua para 5,16%, mas permanece acima da meta. Entenda as previsões do mercado para juros, PIB e câmbio.

Mistura de etanol na gasolina sobe para 32% por 180 dias

Gasolina E32 eleva a mistura de etanol para 32% por 180 dias e reforça o combate a fraudes. Veja o que muda para motoristas e consumidores.
Publicidade

A demanda por crédito por parte das empresas cresceu 0,9% em março de 2025, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Apesar do avanço, o ritmo desacelerou em relação aos meses anteriores, sinalizando maior cautela das companhias diante do cenário de juros altos.

Os dados são do Indicador de Demanda das Empresas por Crédito, da Serasa Experian, obtidos com exclusividade pela Agência Brasil. Essa é a quarta alta consecutiva no comparativo anual, mas com tendência de moderação:

  • Dezembro/24: +5,1%

  • Janeiro/25: +11,3%

  • Fevereiro/25: +13,1%

  • Março/25: +0,9%

No acumulado de 12 meses até março, o crescimento foi de 4,2%.

Segundo Camila Abdelmalack, economista da Serasa Experian, a desaceleração está diretamente ligada ao elevado custo do crédito. “O cenário de juros elevados impõe desafios para as empresas, que adotam uma postura mais cautelosa antes de buscar novos financiamentos”, avalia.

Apesar disso, o crédito continua sendo uma ferramenta estratégica, especialmente para micro e pequenas empresas. “Mesmo em um ambiente adverso, o crédito permite antecipar investimentos, manter o fluxo de caixa e sustentar operações em períodos de baixa receita”, acrescenta.

Desde setembro do ano passado, o Banco Central tem elevado a taxa básica de juros (Selic), que saltou de 10,5% para 14,75% ao ano até maio. A política monetária busca conter a inflação, que atingiu 5,53% no acumulado de 12 meses até abril — acima da meta oficial de 3%.

Com o encarecimento dos financiamentos, grandes empresas reduziram a demanda por crédito. Em março, companhias de médio e grande porte registraram queda de 4,8% e 4,7%, respectivamente. Já micro e pequenos empreendedores impulsionaram o índice geral, com alta de 1,1%.

“O crédito tem sido essencial para a gestão financeira dos pequenos negócios, funcionando como uma alternativa para manter obrigações e operações em dia”, destaca Abdelmalack.

O setor de serviços liderou a busca por crédito em março, com crescimento de 3,3%, seguido pela indústria (2,9%). O comércio, por outro lado, apresentou retração de 2,5%.

A pesquisa considerou uma amostra de 1,2 milhão de CNPJs em todo o país.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.