Publicidade
InícioVida & DesenvolvimentoSaúdeDermatite atópica: clima frio pode agravar doença, alerta dermatologista

Dermatite atópica: clima frio pode agravar doença, alerta dermatologista

Publicado em

Cobertura relacionada

A relação entre André Mendonça e Daniel Vorcaro

Ministro André Mendonça confirmou encontro com Daniel Vorcaro antes de assumir a relatoria do caso Master e nega favorecimento.

Fachin promete medidas após mensagens

Presidente do STF diz que anunciará medidas após mensagens atribuídas a Moraes e Vorcaro; PGR pede anulação da apuração.

Mega-Sena acumula e pode pagar R$ 41 milhões na quinta (03/09)

Concurso 3.052 da Mega-Sena não teve acertador das seis dezenas e acumulou prêmio estimado em R$ 41 milhões.

A segurança no desfile de 7 de Setembro

Operação integrada para o Desfile de 7 de Setembro em Brasília prevê revista, bloqueios, segurança, saúde e restrição a drones.

Indústria cresce 0,2% em julho, mas ainda mostra perda de fôlego

Produção industrial brasileira avançou 0,2% em julho, com alta em três categorias, mas média móvel trimestral caiu.

Proposta de alteração do PPCub em audiência pública

Audiência pública vai discutir proposta de alteração da lei do PPCub, que define regras de preservação e uso urbano em Brasília.
Publicidade

O outono acabou de começar e trouxe consigo as primeiras baixas temperaturas no Distrito Federal. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), nos próximos dias os termômetros da capital podem registrar temperaturas de 15ºC. A umidade relativa do ar, por sua vez, varia entre 95% e 50%.

Essas baixas temperaturas dos meses mais frios do ano, combinadas com a baixa umidade e com a ausência de alguns hábitos como, por exemplo, a hidratação da pele, podem afetar quem tem dermatite atópica, doença inflamatória crônica que atinge 20% das crianças e 3% dos adultos.

O médico dermatologista Erasmo Tokarski explica que o paciente com dermatite atópica apresenta uma deficiência na barreira cutânea, cuja função é a manutenção de água do organismo e, portanto, ele já perde mais água do que o normal. Segundo o especialista, nesse período, os cuidados precisam ser redobrados para que os pacientes não tenham crises.

“Banho quente para estas pessoas é altamente prejudicial, pois a água em altas temperaturas remove a oleosidade natural da pele, deixando-a mais ressecada e sem proteção”, explica. O médico ainda ressalta que a limpeza da pele, principalmente a do rosto, deve ser realizada com limites e que a hidratação é fundamental.

“É indicado que o rosto seja lavado, no máximo, duas vezes ao dia. Pois o ato em excesso pode ressecar ainda mais região, ou até mesmo causar o efeito rebote em pessoa que tem a pele oleosa. Já a hidratação evita que a pele fique ressecada e descamando. O ideal é escolher um hidratante indicado para o seu tipo de pele e usá-lo duas vezes ao dia ou logo após a lavagem do corpo e do rosto”, pontua.

Dermatite atópica

O especialista explica que a dermatite atópica é um dos tipos mais comuns de alergia cutânea caracterizada por eczema atópico. “É uma doença genética, crônica e que apresenta pele seca, erupções que coçam e crostas”, pontua Erasmo Tokarski.

O surgimento é mais comum nas dobras dos braços e da parte de trás dos joelhos e não se trata de uma doença contagiosa. O dermatologista enfatiza que a dermatite atópica pode vir acompanhada de asma ou rinite alérgica, porém, com manifestação clínica variável.

“Alguns fatores de risco para o desenvolvimento de dermatite atópica podem incluir: alergia a pólen, ao mofo, ácaros ou a animais; contato com materiais ásperos; exposição a irritantes ambientais, fragrâncias ou corantes adicionados a loções ou sabonetes, detergentes e produtos de limpeza em geral; roupas de lã e de tecido sintético; baixa umidade do ar, frio intenso, calor e transpiração; infecções; estresse emocional e até mesmo certos alimentos”, afirma.

A dermatite atópica apresenta níveis de gravidade que variam entre leve, moderado e grave. Os sintomas incluem coceira intensa e incontrolável, pele seca, vermelhidão, lesões e rachaduras e pode gerar grande impacto na qualidade de vida. A doença interfere no sono e no estado emocional dos pacientes, especialmente nos casos moderados a graves.

A doença não tem cura, mas tem controle. O tratamento é feito de forma contínua com medidas e cuidados especiais para evitar as crises e para reduzir o aparecimento dos sintomas da doença. Segundo Tokarski, nos pacientes com dermatite atópica moderada a grave, o tratamento deve ser indicado pelo médico dermatologista ou imunologista conforme o quadro e histórico de saúde do paciente.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.