Publicidade
InícioBrasíliaSaúde DFDia D amplia vacinação no DF

Dia D amplia vacinação no DF

Publicado em

Cobertura relacionada

Hospital de Base usa nova técnica em artérias calcificadas

Hospital de Base do DF incorpora rotablator para tratar artérias calcificadas. Técnica evita cirurgia cardíaca, reduz internação e custos.

Unidades odontológicas móveis reforçam saúde bucal

Saúde bucal no DF ganha reforço com unidades móveis para atender comunidades distantes, escolas e áreas rurais.

Carteira do autismo no DF reforça acesso a direitos

Ciptea DF facilita acesso a direitos, atendimento prioritário e serviços para pessoas com TEA. Veja como solicitar online. Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Rede de Cras atende 205 mil famílias no Distrito Federal

Cras do DF atenderam 205 mil famílias em 2025, enquanto a procura por serviços sociais cresceu. Veja como funciona.

Rede de saúde mental do DF avança

O DF amplia rede de saúde mental com novos Caps, reforço de equipes e pressão por mais acesso e resultado. Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

MP-SP investiga ação de PMs em escola após aula sobre Iansã

Iansã na escola motivou a entrada de 12 PMs armados em unidade municipal. MP-SP apura possível discriminação e ação policial.
Publicidade

Dia D amplia vacinação em mais de 100 unidades no DF

Quem não sabe se está com as vacinas em dia terá uma oportunidade extra neste sábado, 22 de agosto. O Distrito Federal realiza o Dia D da Multivacinação 2026, com atendimento reforçado em mais de cem unidades de saúde e pontos comunitários espalhados pelas regiões administrativas. Crianças e adolescentes são o público prioritário, mas adultos e idosos também podem aproveitar a mobilização para conferir o histórico e receber as doses indicadas para cada idade e condição de saúde.

A campanha segue até 1º de setembro e oferece os imunizantes previstos no calendário de rotina. Isso significa que a ida ao posto não funciona como uma aplicação indiscriminada de vacinas: a equipe verifica o histórico de cada pessoa e identifica quais doses estão pendentes ou indicadas.

Dia D é oportunidade para conferir a caderneta da família

O foco principal da campanha são crianças e adolescentes menores de 15 anos, faixa em que atrasos podem comprometer esquemas iniciados nos primeiros anos de vida. A estratégia também contempla jovens de até 19 anos nas situações previstas para HPV e demais públicos elegíveis para vacinas como influenza e sarampo.

Mas os responsáveis não precisam limitar a visita aos filhos. A orientação da Secretaria de Saúde é aproveitar a mobilização para verificar a situação vacinal de toda a família.

“Estamos no período da campanha para crianças e adolescentes, mas também queremos aproveitar para fazer a atualização vacinal de toda a família. As doses estão disponíveis ao longo deste mês. No Dia D, ampliaremos os locais de atendimento e a busca ativa”, explica a gerente da Rede de Frio do DF, Tereza Luiza Pereira.

Uma das novidades do calendário infantil em 2026 é a inclusão de um segundo reforço da vacina inativada contra a poliomielite aos 4 anos. Com a mudança, crianças menores de 5 anos que ainda não receberam esse reforço podem ter a situação avaliada durante a campanha.

Sarampo coloca atualização vacinal no centro da prevenção

O sarampo ganhou atenção especial neste ano após o registro de casos em municípios de São Paulo. Até agora, segundo a Secretaria de Saúde do DF, não há registro da doença no Distrito Federal, mas o cenário em outras localidades reforçou a orientação para que a população confira se está protegida.

No calendário de rotina, a vacinação contra o sarampo começa aos 12 meses, com nova dose prevista aos 15 meses. Para crianças de 6 a 11 meses em situações específicas de maior risco epidemiológico, pode ser utilizada a chamada dose zero.

No DF, a Secretaria de Saúde informa que essa dose está sendo oferecida a bebês dessa faixa etária de famílias que viajarão para São Paulo. Ela funciona como proteção adicional diante do cenário epidemiológico e não substitui as doses previstas a partir dos 12 meses. O Ministério da Saúde também adotou a estratégia de dose zero em municípios paulistas com maior risco de transmissão.

Para pessoas de 12 meses a 29 anos, o esquema de rotina contra o sarampo prevê duas doses quando não há comprovação anterior. Entre 30 e 59 anos, é indicada uma dose. A partir dos 60 anos, a vacina não integra a recomendação rotineira; situações excepcionais, como bloqueios epidemiológicos, podem exigir avaliação individual da equipe de saúde.

Perdeu a caderneta? Ainda assim vale ir à UBS

A ausência do cartão de vacinação não deve impedir a procura pelo serviço. Para o atendimento, a orientação é levar um documento válido com foto e, se possível, a caderneta.

Quem perdeu o cartão pode comparecer normalmente. A equipe da unidade consulta os sistemas de informação disponíveis para recuperar o histórico registrado e avaliar quais doses são necessárias.

Também não é preciso recomeçar um esquema porque uma dose ficou atrasada durante meses ou anos. A vacinação é retomada do ponto em que foi interrompida, conforme a avaliação do profissional de saúde.

Onde se vacinar neste sábado

As doses do Dia D estarão disponíveis em UBSs e em pontos comunitários distribuídos pelo Distrito Federal. Os horários não são necessariamente iguais em todos os locais, por isso é importante consultar a relação atualizada antes de sair de casa.

A Secretaria de Saúde mantém uma página com os endereços, horários e locais de vacinação disponíveis no DF.

Consultar locais e horários de vacinação

A campanha não termina no sábado. Quem não conseguir comparecer ao Dia D ainda poderá procurar as salas de vacinação durante o período da Multivacinação 2026, que segue até 1º de setembro.

Oportunidade de descobrir qual proteção ainda está faltando

O Dia D reduz uma das barreiras mais simples — e frequentes — para a vacinação: encontrar tempo e local para verificar uma caderneta que muitas vezes fica esquecida por anos.

A importância da mobilização, porém, vai além de aplicar muitas doses em um único sábado. O calendário muda conforme idade, histórico e situação epidemiológica, e o caso do sarampo mostra por que essa atualização precisa ser contínua. Uma criança que recebeu a dose zero, por exemplo, continua precisando das vacinas de rotina depois. Um adulto que não lembra o próprio histórico precisa de avaliação, não de suposição.

Nesse sentido, o serviço mais importante oferecido durante a campanha não é apenas a vacina disponível no posto. É a oportunidade de descobrir, com base no histórico de cada pessoa, qual proteção ainda está faltando.

Fontes e Documentos:

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.