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Estudo da Universidade de Oxford relaciona gordura abdominal ao risco de AVC

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De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade de Oxford, localizada no Reino Unido, a gordura da região abdominal do corpo é um dos fatores de risco para o Acidente Vascular Cerebral (AVC), conhecido popularmente como derrame. O artigo, que foi publicado no último mês na revista JAMA Network, sugere, ainda, que os médicos e a população devem ficar atentos à gordura na região central do corpo.

O neurocirurgião Victor Hugo Espíndola, especialista em doenças vasculares do cérebro, explica que pessoas com o índice de massa corporal (IMC) acima de 30 têm de 2 a 3 vezes mais chance de sofrer um AVC. Ainda, segundo o médico, o acúmulo de gordura da zona abdominal é mais comum em homens.

“Estudos mostram que pessoas com excesso de peso têm 22% mais chance de ter um AVC Isquêmico e o número sobe para 64% quando se trata de obesos.”

De acordo com o especialista, nem sempre a perda de peso vai reduzir o risco de ter um AVC. No entanto, quando há mudanças no estilo de vida, haverá um controle maior de outros fatores de risco, como o controle da pressão arterial e da diabetes.

Segundo o médico, o AVC Isquêmico acontece quando o suprimento de sangue que vai para o cérebro é interrompido ou drasticamente reduzido, privando os neurônios de receber oxigênio e de nutrientes.

Ou, então, quando um vaso sanguíneo se rompe, causando uma hemorragia cerebral.

O especialista em acidente vascular também faz uma lista de sintomas da doença que, por muitas vezes, pode ser silenciosa. “Formigamento em um lado do corpo, fraqueza, alteração da visão, falta de força pra levantar braços ou pernas, sorriso assimétrico, náusea, vômito e fala embolada, são alguns dos sinais de que você pode estar sofrendo um acidente vascular”, explica Victor Hugo.

Abaixo, o médico lista alguns cuidados com a saúde que podem evitar o Acidente Vascular Cerebral. Veja quais são:

  • Manter uma alimentação saudável.
  • Reduzir os níveis de colesterol;
  • Praticar exercícios físicos regularmente;
  • Controle da hipertensão e da diabetes;
  • Controle do estresse;
  • Não fumar ou fazer uso de drogas e
  • Evitar o uso excessivo de álcool.

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