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GDF oferece acolhimento a pessoas em situação de rua

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Reportagem:
Repórter: Paulo Andrade

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A partir das 9h desta sexta-feira (16), o Governo do Distrito Federal (GDF) inicia uma ação de acolhimento e assistência social destinada a pessoas em situação de rua instaladas em 16 pontos distintos do Núcleo Bandeirante. A iniciativa integra a política de atenção social do DF e combina oferta de serviços com reorganização dos espaços públicos.

A operação é coordenada pela Casa Civil e reúne uma força-tarefa que envolve Sedes-DF, SES-DF, SEEDF, Sedet-DF, SSP-DF, DF Legal, Sejus-DF, além do SLU, Novacap, Codhab, Detran-DF, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Conselho Tutelar. É o tipo de ação em que ninguém trabalha sozinho — porque o problema também não é simples.

Durante o atendimento, as pessoas em situação de rua receberão oferta de serviços nas áreas de saúde, educação e assistência social, além de orientações sobre cuidados com animais domésticos e acesso a benefícios, como deslocamento interestadual. O governo também prevê a concessão de um auxílio excepcional de R$ 600 para quem não possui condições de arcar com aluguel.

Além disso, haverá vagas em abrigos, encaminhamento para programas de qualificação profissional, como o RenovaDF, e cadastro para unidades habitacionais. A lógica da ação é clara: oferecer alternativas reais antes de qualquer medida de retirada.

Concluído o atendimento social, a DF Legal será responsável pelo desmonte das estruturas improvisadas e pelo transporte dos pertences pessoais ao local regular indicado pelo ocupante. Caso não haja essa indicação, os objetos serão encaminhados ao depósito da pasta, no SIA Trecho 4, onde poderão ser retirados em até 60 dias, sem custo.

Ao longo da semana, as equipes do GDF realizaram abordagens prévias nos locais, com mapeamento do público e levantamento das demandas individuais. Esse trabalho antecipado busca reduzir conflitos e dar previsibilidade à ação — algo essencial quando se lida com um tema socialmente sensível.

Os pontos de atuação no Núcleo Bandeirante incluem áreas de grande circulação, como a entrada principal da cidade, proximidades do terminal rodoviário, feiras permanentes, comércios, viadutos e instituições públicas. Ao todo, são 16 endereços previamente identificados, onde as equipes estarão mobilizadas ao longo da manhã.

No papel, é uma operação de acolhimento. Na prática, é também um teste recorrente para o poder público: equilibrar assistência social, ordem urbana e respeito à dignidade humana. O sucesso da ação não se mede apenas pelo desmonte das estruturas, mas pela capacidade do Estado de oferecer caminhos que não terminem, dias depois, no mesmo ponto de partida.

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