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Grupo de risco: cardiopatas estão mais vulneráveis ao coronavírus

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Os cardiopatas, pacientes que possuem algum problema no funcionamento do coração, estão no grupo de maior risco para o novo coronavírus (Covid-19). A taxa de mortalidade para infectados pode ser três vezes maior que a média, chegando a 10,5%, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). A conclusão se baseia em estudos realizados com pacientes infectados na China.

De acordo com o cardiologista Ernesto Osterne, do Instituto do Coração de Taguatinga (ICTCor), a infecção entra pela via respiratória e pode provocar uma sobrecarga fatal aos pacientes cardiopatas. “Se o paciente já é portador de uma doença cardíaca, ele possui uma reserva funcional do sistema cardíaco menor que as suas necessidades frente a essa doença, que tem grande potencial de gravidade. Por isso é fundamental que o paciente siga rigorosamente com o tratamento indicado pelo cardiologista”, afirma. As principais manifestações apresentadas entre os infectados foram arritmias, isquemia miocárdica e miocardite.

American College of Cardiology (ACC) lançou um boletim para alertar os profissionais de saúde quanto ao assunto. Dentre os pacientes hospitalizados pelo coronavírus, 50% possuíam doenças crônicas sendo que 40% possuíam doença cardiovascular ou cerebrovascular. De acordo com esse boletim, a infecção viral leva a uma série de reações responsáveis por desequilibrar doenças cardiovasculares que estavam compensadas. O aumento da demanda de oxigênio pode gerar sobrecarga cardíaca e piorar doenças como insuficiência cardíaca e a doença arterial coronariana. Em pandemias passadas por vírus respiratórios a mortalidade por doenças cardiovasculares chegou a ultrapassar todas as outras causas.

“Pelo seu alto poder de contágio, podendo permanecer por muito tempo fora do corpo humano, as medidas de prevenção pessoal, como lavagem das mãos por exemplo, são prioridade e devem ser exaustivamente estimuladas em toda a população e principalmente entre os pacientes cardiopatas”, ressalta Dr. Osterne.

O cardiologista alerta que os idosos têm menos probabilidade de apresentar febre, portanto quadro com tosse, dispneia e mialgia deve ser valorizado nessa população. “É recomendável triar pacientes infectados pelo coronavírus que possuam doenças cardiovasculares, renais, pulmonares e outras patologias crônicas para atendimento prioritário, pois os sintomas de um infarto agudo do miocárdio podem estar mascarados pelos sintomas do coronavírus”, explica.

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