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iFood começará testes para usar drones em sistema de entregas

Publicado em

Reportagem:
Reuters

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O iFood recebeu aval da Agência Nacional Aviação Civil (Anac) para voos experimentais com drones, que serão usados em um modelo híbrido para reduzir o tempo das entregas.

A previsão é a de que os primeiros voos experimentais sejam realizados em outubro, segundo a maior empresa do país em entregas de refeições pedidas por meio de aplicativos. Mas os drones não farão entregas nas casas dos clientes. Pelo menos em um primeiro momento.

Por ora, o drone fará a primeira parte da rota das entregas, que será finalizada por um entregador com moto, bicicleta ou patinete.

Uma primeira etapa do uso de drones será feita na cidade de Campinas, no interior paulista. Uma rota de 400 metros entre a praça de alimentação em um shopping center e uma estrutura dentro do iFood no empreendimento vai roteirizar os pedidos.

A entrega deve levar em média dois minutos em um trecho que, percorrido a pé, leva 12 minutos, segundo a empresa. A partir daí, a última parte do trajeto é feito pelos entregadores.

“Nosso objetivo primário é utilizar o drone para trazer mais eficiência para a operação logística”, disse o vice-presidente de Logística do iFood, Roberto Gandolfo.

Uma segunda rota de voo também em caráter experimental fará o trajeto de 2,5 quilômetros entre o centro do iFood no shopping e um complexo de condomínios próximo dali. A expectativa é a de que o percurso seja feito em quatro minutos com drone, em vez dos dez minutos pelos modais usados hoje.

O movimento acontece no momento em que estabelecimentos como restaurantes e bares buscam cada vez mais o comércio eletrônico como meio de aliviar a grave perda de receita após ficarem fechados nos últimos meses com as medidas de isolamento social para a Covid-19.

Segundo o iFood, o número de restaurantes cadastrados no serviço subiu de cerca de 160 mil em março para 212 mil em junho, enquanto o número de entregas mensais feitas passou de 30 milhões para 39 milhões no período.

Autorizações da Anac para operar em larga escala dependerão em parte dos resultados desta primeira fase da operação. Mas o iFood já mapeou cerca de 200 cidades no Brasil onde poderá replicar o modelo, se ele se mostrar bem-sucedido.

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