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Jardênia Félix salta crava melhor marca do ano

Publicado em

Reportagem:
Reporter: Janaina Lemos

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A potiguar Jardênia Félix, de 21 anos, brilhou nesta sexta-feira (18) ao alcançar 5,94 metros no salto em distância da classe T20 (deficiência intelectual). A marca, obtida no Desafio Brasil de Atletismo, realizado no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, é a melhor do ano na categoria.

Apesar de ainda estar abaixo do índice A estipulado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) — de 6,05 m —, o desempenho deixou Jardênia entre as favoritas para representar o Brasil no Mundial de Atletismo Paralímpico, que ocorre entre os dias 26 de setembro e 5 de outubro, em Nova Déli, na Índia.

O evento, organizado pelo CPB e pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), reuniu 125 atletas paralímpicos e 191 olímpicos, sendo a última chance para a obtenção de índices classificatórios.

Jardênia superou, inclusive, a marca que deu o ouro à polonesa Karolina Kucharczyk nas Paralimpíadas de Paris, em 2024 (5,82m), e se aproximou do recorde paralímpico da classe, de 5,92 m. Na ocasião, a brasileira havia terminado na quinta colocação.

“Passei recentemente por momentos difíceis na vida pessoal. É uma explosão de felicidade. Com essa marca, estamos mais próximos de conseguir ir para o Mundial”, afirmou a atleta, ao site do CPB.

“Vou lá buscar minha medalha. Sei que temos grandes chances. Temos feito mais de 6 metros nos treinos e sabemos que podemos mais”, completou a jovem, que já foi medalhista nos 400 metros em Tóquio, aos 17 anos.

Outros destaques

Além de Jardênia, dois atletas garantiram índice mínimo nesta sexta:

  • Henrique Caetano (classe T35), cravou 11s60 nos 100 metros, abaixo do tempo exigido (11s63);

  • Edson Cavalcante (classe T37), fez 11s15, superando o índice de 11s20.

No último domingo (13), outros dois brasileiros atingiram o índice A:

  • Bartolomeu Chaves (classe T37), com 50s16 nos 400 metros — ele é o atual campeão mundial e prata em Paris;

  • Clara Daniele (classe T12), com 11s81 nos 100 metros, superando o índice de 12s05.

O Brasil terá 50 atletas no Mundial de Nova Déli. Medalhistas de ouro em Paris já têm vaga garantida.

Histórico e expectativa

O último Mundial foi disputado em Kobe, no Japão, em 2024. O Brasil terminou em segundo lugar no quadro de medalhas, com 42 pódios (19 ouros, 12 pratas e 11 bronzes), superando seu desempenho histórico anterior em Lyon (2013).

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