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Junho Preto: mês é dedicado à luta contra o câncer de pele

Publicado em

Reportagem:
Ana Lúcia Ferreira

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O câncer é a segunda causa de morte por doenças no Brasil atrás apenas das enfermidades do aparelho circulatório. O mais incidente na população é o câncer de pele que corresponde a média de 30% dos casos registrados. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima-se mais 90 mil novos casos da doença só em 2020. Apesar de ser o menos frequente, o melanoma é o mais agressivo de todos e apresenta alta taxa de mortalidade. Com o objetivo de conscientizar a população sobre a doença e fazer um alerta para a importância do diagnóstico precoce foi criado o Junho Preto.

O câncer de pele melanoma tem origem nos melanócitos (células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele) e é mais frequente em adultos brancos. O melanoma pode aparecer em qualquer parte do corpo, na pele ou mucosas, na forma de manchas, pintas ou sinais. Nos indivíduos de pele negra, ele é mais comum nas áreas claras, como palmas das mãos e plantas dos pés. O câncer é o tipo mais grave, devido à sua alta possibilidade de provocar metástase (disseminação do câncer para outros órgãos).

Quando detectado em sua fase inicial, as chances de cura da doença são de mais de 90%. Por este motivo, é essencial o acompanhamento médico quando for detectada qualquer lesão suspeita, pois apenas o exame clínico ou a biópsia podem diagnosticar o câncer de pele.

“Se o paciente se apresenta no consultório com alguma suspeita é o profissional de dermatologia que faz o diagnóstico precoce da doença. Com o auxílio de aparelhos e exames específicos são examinadas todas as lesões com pequenas alterações e que, provavelmente, virão a se tornar um melanoma”, explica o dermatologista, Erasmo Tokarski, que atua na área da Dermatologia, Estética e Cirúrgica há mais de 30 anos.

Além do diagnóstico, o dermatologista também é profissional responsável pelo tratamento e acompanhamento da doença junto ao paciente.

Prevenção e tratamento

Assim como com os outros tipos de câncer de pele, a melhor forma de prevenção ao melanoma é evitar a exposição ao sol no período em que os raios são mais intensos (entre 10h e 16h). Além disso, recomenda-se o uso de proteção adequada, como protetor solar no corpo, rosto e lábios e o uso de roupas, bonés ou chapéus de abas largas, óculos escuros com proteção UV, sombrinhas e barracas.

A cirurgia é o tratamento mais indicado nos tumores iniciais, mas há também cuidados com quimioterapia, radioterapia e imunoterapia. Por ser um tipo de câncer de pele mais grave, nem sempre é possível atingir a cura do melanoma, especialmente quando o tumor é identificado numa fase muito avançada. A estratégia de tratamento para a doença em casos mais graves é amenizar seus efeitos e oferecer chance de sobrevida mais longa aos pacientes.

“Caso o melanoma se dissemine para outras partes do corpo, o que é chamado de metástase, o oncologista também é inserido no tratamento deste paciente. É ele que entra com a terapia quimioterápica no processo contra a doença. Os tratamentos ajudam a reduzir os sintomas e a aumentar a expectativa de vida dos pacientes”, pontua.

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