back to top
24 C
Brasilia
sábado, 13 junho 2026, 15:37
Publicidade
Publicidade
InícioBrasilJustiçaMoraes diz que “verdade venceu” após fim de sanções dos EUA

Moraes diz que “verdade venceu” após fim de sanções dos EUA

Publicado em

Reportagem:
Reporter: Marta Borges

Cobertura relacionada

DF incinera 50 toneladas de drogas apreendidas

Destruição de entorpecentes fecha ciclo de investigações contra o...

Inflação prevista sobe e aperta debate sobre juros

Inflação prevista pelo Focus sobe para 5,11% em 2026 e amplia pressão sobre juros antes da reunião do Copom.

Dor crônica ganha dia nacional e diretrizes no SUS

Dor crônica ganha dia nacional e diretrizes no SUS, com atendimento integral e campanhas anuais de conscientização.

DF reduz crimes letais e lidera ranking de segurança

Crimes letais colocam o DF na liderança nacional, mas furtos, feminicídio e segurança nas ruas seguem como desafios.

Junho Violeta reforça proteção à pessoa idosa no DF

Junho Violeta terá oficinas e palestras nos polos do Viver 60+ para prevenir violência contra idosos. Veja como denunciar.

Ideia Minha Comunicação: produtos personalizados em acrílico de alto padrão

Idéia Minha Comunicação se consolida como uma referência nacional no mercado de produtos personalizados em acrílico.
Publicidade

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira (12) que a retirada das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky confirmou que “a verdade prevaleceu”. A declaração foi feita durante o lançamento do canal SBT News, em São Paulo, evento que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

As sanções, revogadas pelo governo norte-americano, haviam sido aplicadas em julho contra Moraes, sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, e a empresa Lex – Instituto de Estudos Jurídicos, ligada à família do ministro. Segundo Moraes, a atuação da diplomacia brasileira foi decisiva para esclarecer os fatos às autoridades dos EUA.

Durante o evento, o ministro relatou que, quando o STF discutiu internamente as medidas, pediu ao presidente que não adotasse nenhuma reação imediata. A avaliação, segundo ele, era de que as informações corretas chegariam às autoridades estrangeiras e levariam à revisão das sanções.

Vitória institucional e soberania

Para Alexandre de Moraes, a revogação das medidas representa uma vitória não apenas pessoal, mas do Judiciário brasileiro, da soberania nacional e da democracia. O ministro afirmou que a Corte não se curvou a pressões externas e seguirá atuando com imparcialidade e independência.

Na mesma linha, Moraes avaliou que o Brasil encerra o ano projetando ao exterior uma imagem de força institucional, destacando a capacidade do país de resolver conflitos dentro dos marcos democráticos. Tradução jornalística: quando a pressão vem de fora, a resposta segue sendo dada dentro da Constituição.

Contexto das sanções

As sanções haviam sido anunciadas após a atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) junto ao governo do então presidente Donald Trump. O parlamentar buscou apoio para retaliar decisões do ministro Alexandre de Moraes relacionadas a investigações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A Lei Magnitsky prevê medidas como bloqueio de contas e ativos financeiros nos EUA, proibição de transações com empresas americanas e restrições de entrada no país. No caso específico, porém, o impacto prático foi limitado, já que Moraes não possui bens, contas bancárias nem histórico recente de viagens aos Estados Unidos.

No mês passado, Eduardo Bolsonaro tornou-se réu no STF pelo crime de coação no curso do processo. A denúncia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou a articulação internacional do parlamentar como tentativa de pressionar o Judiciário brasileiro.

Reações à revogação

Após o anúncio do fim das sanções, Eduardo Bolsonaro e o blogueiro Paulo Figueiredo, também réu por fomentar as medidas, afirmaram ter recebido a notícia com “pesar”. Em nota conjunta, os dois alegaram que faltou unidade política interna no Brasil para enfrentar o que classificaram como problemas estruturais, argumento que não foi comentado oficialmente pelo STF.

No balanço final, o episódio terminou com um recado claro do Supremo: pressão externa pode até fazer barulho, mas decisão judicial não muda de endereço nem troca de bandeira.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.