A educação de Ceilândia ganha fôlego neste ano letivo com a inauguração do novo prédio da Escola Classe 59, que começa a funcionar já na volta às aulas, em fevereiro. A unidade tem capacidade para atender até 800 alunos das séries iniciais do ensino fundamental, nos turnos matutino e vespertino, ampliando a oferta de vagas em uma das regiões mais populosas do Distrito Federal.
Implantada em um terreno de 6.180 m², a escola possui 2.550,26 m² de área construída. A estrutura inclui 16 salas de aula, biblioteca, auditório, laboratório de informática, laboratório de artes, refeitório, quadra poliesportiva, sala de recursos, sala de apoio à aprendizagem, além do Serviço Educacional Especializado de Aprendizagem e do Serviço de Orientação Educacional. É escola para funcionar de verdade, não só para constar no mapa.
Acessibilidade e segurança desde o projeto
Desde a concepção arquitetônica, a EC 59 foi pensada para ser inclusiva. O prédio conta com rampas de acesso, banheiros adaptados, piso tátil e identificação das salas em Braille, garantindo autonomia a estudantes com deficiência ou mobilidade reduzida. Na área de segurança, há saídas de emergência, alarmes de incêndio, além de extintores e mangueiras distribuídos pelos corredores.
A secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, destacou o padrão das novas unidades entregues pela pasta. Segundo ela, a rede pública tem acompanhado a evolução dos modelos arquitetônicos acessíveis, inclusive nas regiões periféricas. A avaliação é de que o investimento reflete uma política de correção histórica de desigualdades na infraestrutura escolar.
Ampliação de vagas e novas unidades
De acordo com a Secretaria de Educação, os novos projetos seguem um modelo que busca ampliar a cobertura da rede pública e fortalecer o atendimento nas áreas com maior demanda. A expectativa é de aumento progressivo no número de vagas, especialmente nas regiões administrativas mais pressionadas pelo crescimento populacional.
A entrega oficial da EC 59 deve ocorrer antes do início do ano letivo. As obras estão concluídas, com energia elétrica e abastecimento de água regularizados. Restam apenas os serviços finais de limpeza e a entrega do mobiliário. Ou seja, está tudo pronto, faltam só os alunos — e o barulho bom de escola cheia.
O coordenador regional de ensino de Ceilândia, Vinicius Bürgel, informou que outras unidades escolares já estão no radar. A região do Sol Nascente/Pôr do Sol está entre as prioridades. Segundo ele, a Secretaria de Educação solicitou o levantamento de novos terrenos para viabilizar futuras construções.
Bürgel ressaltou que o Sol Nascente/Pôr do Sol enfrenta carência histórica de escolas, mas já conta com a construção do Centro de Ensino Fundamental Sol Nascente, projetado com três andares para ampliar o atendimento. A proposta, segundo a pasta, é simples e eficaz: levar a escola para perto da casa do estudante, reduzindo deslocamentos e fortalecendo o vínculo com a comunidade.
Durante o período de demolição da antiga EC 59 e da construção do novo prédio, nenhum aluno ficou sem aula. As atividades foram mantidas provisoriamente em salas cedidas pelo Centro de Ensino Médio 4 de Ceilândia, garantindo a continuidade do calendário escolar.

