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Nova lei cria política nacional de acolhimento a pais que perderam bebês

Publicado em

Reportagem:
Autor: Jeferson Nunes

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Entrará em vigor em até 90 dias a Lei nº 15.139, que estabelece a Política Nacional de Humanização do Luto Materno e Parental, publicada nesta segunda-feira (26) no Diário Oficial da União. A nova legislação garante atendimento humanizado a mulheres e familiares que enfrentam a dor da perda gestacional, fetal ou neonatal.

A norma foi sancionada na última sexta-feira (23) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e prevê medidas para melhorar o acolhimento emocional e psicológico em hospitais e unidades de saúde, tanto públicas quanto privadas. O objetivo é reduzir riscos e vulnerabilidades de pais e familiares nesse momento delicado.

Segundo o governo federal, os serviços de saúde deverão oferecer, quando necessário ou solicitado, acompanhamento psicológico após a alta hospitalar. Esse apoio poderá ser realizado na residência da família enlutada ou na unidade de saúde mais próxima, desde que haja um profissional capacitado para esse tipo de cuidado.

A política também determina a criação de alas separadas para gestantes que enfrentaram perdas, evitando que compartilhem o espaço com outras mães em situação diferente. Nessas alas, os pais terão o direito a um acompanhante durante o parto do natimorto e acesso a momentos adequados de despedida, além de apoio social e registro da perda no prontuário médico.

A lei garante ainda:

  • O direito de sepultar ou cremar o bebê nascido morto;

  • A emissão de declaração de óbito com o nome do natimorto, data e local do parto;

  • A escolha dos pais quanto à realização de rituais fúnebres, respeitando suas crenças;

  • A atribuição de nome ao natimorto;

  • Acesso a exames e investigações sobre a causa da perda gestacional;

  • Acompanhamento psicológico e especializado em futuras gestações.

Além disso, a nova política prevê a capacitação dos profissionais de saúde que atuam em maternidades, para garantir acolhimento adequado em situações de luto. O governo também pretende fomentar estudos e a troca de boas práticas entre os profissionais da saúde e da assistência social.


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