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Novo medicamento retarda declínio cognitivo causado pelo Alzheimer

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Reportagem:
Com informações da Reuters

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Um novo remédio para o Alzheimer, chamado lecanemab, apresentou resultados positivos na última fase de testes. O anticorpo monoclonal retardou o declínio cognitivo em 27%, informaram as farmacêuticas Biogen e Eisai, responsáveis pelo desenvolvimento do medicamento.

O remédio, que está na fase 3 de um ensaio clínico global, também reduziu os níveis de amiloide no cérebro, uma proteína que é uma das responsáveis pelo Alzheimer. Além disso, a droga produziu efeitos positivos na cognição e na capacidade de desempenho diário de tarefas quando comparado com um placebo.

O estudo envolveu cerca de 1.800 pacientes com Alzheimer em estágio inicial. Cerca de 21% dos tratados com o novo medicamento apresentaram edema cerebral ou sangramento cerebral visível em exames de imagem, um efeito colateral associado a medicamentos desse tipo. Menos de 3% desses pacientes tiveram casos sintomáticos.

A corrida para conter a progressão da doença de Alzheimer ocorre quando o número de norte-americanos que vivem com a doença deve dobrar para 13 milhões até 2050. Globalmente, o número pode chegar a 139 milhões até 2050 sem um tratamento eficaz, de acordo com a Alzheimer’s Disease International.

A Food and Drug Administration, dos Estados Unidos, já está considerando a aprovação condicional do lecanemab.

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