Publicidade
InícioBrasíliaSegurança DFMPDFT deflagra Operação Coringa contra esquema de propina e cartel na Novacap

MPDFT deflagra Operação Coringa contra esquema de propina e cartel na Novacap

Publicado em

Reportagem:
Marta Borges

Cobertura relacionada

Fiscalizações em distribuidoras caem 30,8% no DF

DF Legal registra 420 ações em distribuidoras, queda de 30,8%. Ceilândia lidera os casos e fiscalização mantém restrição na madrugada.

Eleições 2026 DF: Celina lidera duas pesquisas para governo

Celina Leão lidera as últimas pesquisas para o Governo do DF. Os levantamentos Real Time Big Data e Quaest mostram a disputa com Leandro Grass.

Especialistas esclarecem mitos e verdades sobre a dengue e o mosquito

O período das chuvas durante o verão acarreta no...

Aos primeiros sintomas de dengue, porcure uma UBS, alerta secretária

O atendimento precoce aos pacientes com sintomas de dengue...

GDF nomeia quase 4 mil servidores e reforça áreas essenciais

O Governo do Distrito Federal nomeou, nesta segunda-feira (29),...

Reta final dos candidatos no DF

Semana eleitoral no DF reuniu agendas de rua, pesquisas recentes, disputa por duas vagas ao Senado e decisão contra Arruda no TSE.
Publicidade

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) desencadeou nesta quinta-feira (12/6) a fase ostensiva da Operação Coringa, uma das maiores investigações recentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Ao todo, foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Piauí, atingindo pessoas físicas, empresas privadas, a sede da Novacap e até um supermercado ligado à família de Francisco José da Costa, conhecido como “Chiquinho”, ex-diretor financeiro da companhia e principal investigado.

De acordo com o MPDFT, entre 2021 e 2022, o grupo teria beneficiado empresas parceiras em contratos públicos por meio do pagamento de propinas que chegavam a cerca de 2% do valor total dos repasses. Chiquinho é apontado como o mentor do esquema, acelerando liberações de recursos para construtoras em troca de vantagens ilegais.

As apurações indicam ainda a existência de um cartel: empresas concorrentes em licitações atuavam de forma coordenada para manipular resultados, alternando contratos e mantendo o pagamento das propinas.

Juntas, as empresas envolvidas receberam R$ 316 milhões em contratos públicos no período, sendo que R$ 112 milhões foram liberados diretamente com a intervenção de Francisco José. Estima-se que ele tenha embolsado pelo menos R$ 2,2 milhões em propinas.

Além dele, as irmãs Emilene Ferreira da Costa e Maria Emília Neta do Nascimento também são investigadas por movimentarem cerca de R$ 935 mil provenientes de recursos ilícitos. Servidores públicos como Renato Sousa Santanna, Eliane Bonifácio de Moraes Soares, Sosthenes Oliveira da Paz e Aurélio Rodrigues de Castro também aparecem na lista de investigados.

Além das buscas, a Justiça determinou o afastamento de Chiquinho do serviço público, bloqueio de bens móveis e imóveis dos envolvidos, congelamento de aproximadamente R$ 1 milhão em contas bancárias e o sequestro de uma aeronave e uma embarcação.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.