Prazo de inscrição informado é 5 de outubro
Estão abertas as inscrições para a Rede Memória Viva, iniciativa que selecionará quatro territórios brasileiros dedicados à preservação da memória e da cultura afro-brasileiras. A página oficial do projeto informa que o prazo termina em 5 de outubro.
Os territórios escolhidos participarão de um processo de fortalecimento institucional, com formações, apoio ao desenvolvimento de projetos e estratégias de turismo de base comunitária, economia da cultura e afroturismo.
A informação anterior sobre encerramento em 3 de outubro não corresponde ao prazo atualmente exibido no canal oficial da iniciativa.
Seleção valoriza territórios de memória negra
A proposta é identificar e conectar experiências que preservam a herança africana em diferentes regiões do país. Podem integrar esse universo quilombos, comunidades tradicionais, museus comunitários, centros culturais, organizações da sociedade civil e outros espaços de salvaguarda da memória afro-brasileira.
O afroturismo é tratado como estratégia de valorização cultural e desenvolvimento local. A ideia é ampliar a visibilidade dos territórios sem deslocar o protagonismo das comunidades que mantêm essas referências históricas, culturais e sociais.
Os quatro selecionados receberão apoio técnico e institucional para desenvolver projetos definidos a partir de suas próprias necessidades, identidades e prioridades.
Mapeamento nacional seguirá até 2027
Além da seleção, a Rede Memória Viva realiza um mapeamento nacional de iniciativas ligadas à preservação da memória africana no Brasil. O projeto prevê a construção de um mapa interativo de territórios de memória negra, com versões em português, inglês e espanhol até 2027.
A iniciativa integra as ações do Consórcio Viva Pequena África, formado pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas, pela Diáspora.Black e pela Feira Preta, com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
Afroturismo exige preservação e participação comunitária
A inclusão de um território em roteiros turísticos pode gerar reconhecimento e circulação econômica, mas só produz resultado consistente quando a comunidade participa das decisões e preserva o controle sobre sua história, seus saberes e suas práticas culturais.
Nesse sentido, o edital não se limita à promoção de destinos: propõe apoiar iniciativas que já mantêm viva a memória afro-brasileira e ampliar sua capacidade de organização, visibilidade e sustentabilidade.
Relacionadas, fontes e documentos:
– Filme resgata dor de família atingida pelo césio-137 (Fonte em Foco)
– Parada Brasília Orgulho ocupa Esplanada e defende direitos (Fonte em Foco)
– Casa Paraty leva cultura caiçara ao centro da Flip (Fonte em Foco)
– Terror celestial transforma medo LGBT+ em criação (Fonte em Foco)
– Renato Machado morre aos 83 anos no Rio de Janeiro (Fonte em Foco)
– Rede Memória Viva (Viva Pequena África)
– Lançamento da Rede Memória Viva (Viva Pequena África)
– Projeto seleciona quatro territórios para rede nacional de afroturismo (Agência Brasil)

