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PIB do Brasil cresce 2,3% em 2025 e sobe no G20

Publicado em

Reportagem:
Repórter: Fabíola Fonseca

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PIB cresce 2,3% em 2025 e Brasil fica em 6º no G20

A economia brasileira cresceu 2,3% em 2025, e o PIB atingiu R$ 12,7 trilhões em valores correntes, segundo o IBGE.
Com esse resultado, o Brasil ficou na 6ª posição em um ranking de crescimento do G20 divulgado pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, considerando as economias do grupo que já fecharam números consolidados de 2025.

Agropecuária puxa o ano e explica parte do fôlego

Pelo recorte do IBGE, as três grandes atividades cresceram em 2025, com destaque para a agropecuária (11,7%), enquanto serviços (1,8%) e indústria (1,4%) avançaram em ritmo menor.
Na prática, isso ajuda a entender por que o crescimento veio, mas com distribuição desigual entre setores: o “motor do campo” empurra o agregado, enquanto o restante da economia cresce em marcha mais curta.

Ranking do G20 e a fotografia comparativa

No ranking divulgado pela SPE e repercutido após os dados do IBGE, a liderança ficou com a Índia (7,5%), seguida por Indonésia (5,1%) e China (5,0%). O Brasil aparece à frente dos EUA (2,2%).
Esse tipo de comparação não transforma automaticamente crescimento em bem-estar, mas mostra que, em 2025, o país não ficou na rabeira do grupo das grandes economias.

Desaceleração: por que 2025 cresceu menos que 2024

O avanço de 2,3% em 2025 veio abaixo do 3,4% de 2024, sinalizando perda de ímpeto.
No diagnóstico citado por análises governamentais e coberturas especializadas, o pano de fundo é a política monetária restritiva: a Selic foi mantida em 15% e o Banco Central indicou início de corte na reunião de março, sem antecipar a magnitude.

Juros altos, inflação e o “efeito colateral” no ritmo da economia

O BC usou juros elevados para conter a inflação dentro do sistema de metas, cuja referência é 3% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Quando a Selic fica alta por muito tempo, crédito encarece e investimentos tendem a esfriar. O objetivo é reduzir pressão inflacionária; o custo costuma ser atividade mais lenta e, por tabela, risco maior para emprego e renda.

Fontes e documentos:

– PIB cresce 2,3% em 2025 diz o IBGE
– Comunicados do Copom e decisões sobre a Selic

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