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InícioBrasilEconomiaPIB cresce 0,1% no 3º trimestre e mantém sequência de 17 altas

PIB cresce 0,1% no 3º trimestre e mantém sequência de 17 altas

Publicado em

Reportagem:
Repórter: Fabíola Fonseca

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A economia brasileira registrou um avanço de 0,1% no 3º trimestre de 2025 em relação ao trimestre anterior, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (4) pelo IBGE. O índice é considerado estabilidade técnica pelo instituto, mas marca a 17ª expansão trimestral seguida, reforçando a trajetória de crescimento moderado da atividade econômica.

Na comparação com o mesmo período de 2024, o PIB — soma dos bens e serviços produzidos no país — avançou 1,8%. No acumulado dos quatro trimestres encerrados em setembro, a alta chegou a 2,7%. O valor total da economia brasileira no período atingiu R$ 3,2 trilhões.

Indústria lidera o trimestre

Entre os setores, a indústria apresentou o melhor desempenho, com alta de 0,8%. Em seguida vêm a agropecuária, com avanço de 0,4%, e os serviços, que ficaram praticamente estáveis (0,1%). Dentro dos serviços — segmento que mais pesa no PIB — houve destaques relevantes:

• Transporte, armazenagem e correio: +2,7%
• Informação e comunicação: +1,5%
• Atividades imobiliárias: +0,8%

Segundo Claudia Dionísio, analista das Contas Trimestrais do IBGE, o bom desempenho do setor de transportes está ligado ao escoamento da produção extrativa mineral e agropecuária.

O comércio avançou 0,4% no trimestre.

Na indústria, houve crescimento nas indústrias extrativas (1,7%), na construção (1,3%) e na indústria de transformação (0,3%). O único recuo veio do segmento de eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos, com queda de 1%.

Consumo avança pouco, e investimentos sobem

Pelo lado da demanda, o consumo das famílias variou 0,1%, mantendo-se praticamente estável, enquanto o consumo do governo cresceu 1,3%. Já a Formação Bruta de Capital Fixo, indicador de investimentos, registrou alta de 0,9%, apontando ampliação da capacidade produtiva do país.

O que é o PIB

O PIB representa o valor de todos os bens e serviços finais produzidos em um período. O cálculo reúne informações das pesquisas setoriais de comércio, serviços e indústria. Durante o processo, o IBGE evita a dupla contagem: se trigo, farinha e pão são produzidos, considera-se apenas o valor final do pão. O indicador ajuda a entender o comportamento da economia, mas não revela desigualdade de renda ou qualidade de vida.

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