Publicidade
InícioVida & DesenvolvimentoEducaçãoRacismo estrutural e renda baixa dificultam conclusão da educação básica

Racismo estrutural e renda baixa dificultam conclusão da educação básica

Publicado em

Reportagem:
Repórter: Janaina Lemos

Cobertura relacionada

Programa oferece órteses e próteses gratuitas pelo SUS no DF

Programa OPM oferece órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção a pacientes da rede pública do Distrito Federal.

Fim de semana no DF tem rap gratuito, teatro, exposições e lazer ao ar livre

Agenda de 28 a 30 de agosto reúne eventos gratuitos, shows, teatro, exposições, cinema, gastronomia e lazer no DF.

Agosto Lilás termina com evento no Parque da Cidade

Ação encerra o Agosto Lilás neste sábado no Parque da Cidade, com orientação sobre direitos, prevenção à violência e denúncias.

Festival gratuito no Rio mostra que matemática é pop

Festival Nacional da Matemática ocupa a Marina da Glória até domingo com entrada gratuita, jogos, teatro e experiências.

Agências do trabalhador têm 786 vagas nesta sexta(28/08)

Agências do trabalhador oferecem 786 vagas nesta sexta no DF, com destaque para operador de caixa e mecânico a diesel.

Prontuários e exames no DF exigem autorização e documentos

Entenda quem pode solicitar exames, laudos e prontuários no HBDF, HRSM e UPAs do DF e quais documentos são exigidos.
Publicidade

O racismo estrutural e a necessidade de garantir renda são fatores centrais que impedem milhões de jovens e adultos brasileiros de concluir a educação básica. A constatação faz parte da pesquisa Educação de Jovens e Adultos: Acesso, Conclusão e Impactos sobre Empregabilidade e Renda, divulgada pela Fundação Roberto Marinho em parceria com o Itaú Educação e Trabalho.

Segundo o levantamento, cerca de 66 milhões de pessoas com mais de 15 anos estão fora da escola sem concluir a educação básica. Esse público é formado, em sua maioria, por pessoas negras e de baixa renda.

“Precisamos reconhecer que o perfil do público da EJA é majoritariamente negro e de baixa renda. O programa precisa se adequar a essas realidades”, destacou o gerente de Monitoramento, Avaliação, Articulação e Advocacy do Itaú Educação e Trabalho, Diogo Jamra.

Obstáculos históricos e sociais

Jamra ressaltou que o passado escravocrata do Brasil e o racismo estrutural ainda limitam o acesso da população negra às políticas públicas educacionais. Além disso, a necessidade de trabalhar desde cedo é um dos principais fatores de evasão escolar.

Entre os jovens de 15 a 20 anos, a evasão aumenta entre os mais velhos, homens, negros, moradores de áreas rurais, trabalhadores e pessoas de baixa renda. Já para adultos de 21 a 29 anos que não concluíram a educação básica, a matrícula na EJA é mais comum entre mulheres e desempregados, mas cai entre quem trabalha, mora em áreas rurais ou é responsável pelo domicílio.

EJA melhora renda e empregabilidade

A pesquisa mostra que a conclusão da Educação de Jovens e Adultos (EJA) tem impacto direto no mercado de trabalho. Entre os jovens de 19 a 29 anos, concluir a EJA aumenta em 7 pontos percentuais as chances de emprego formal e eleva a renda mensal em média 4,5%.

No grupo de 19 a 24 anos, o efeito é ainda maior: a formalização sobe 9,6 p.p., e a renda cresce 7,5%.

Urgência de políticas públicas

Para Jamra, o poder público precisa trazer a EJA para o centro das políticas educacionais, com maior investimento e metodologias pedagógicas inovadoras, como a pedagogia de alternância para atender áreas rurais.

“O trabalho é, ao mesmo tempo, um fator que contribui para a evasão escolar e uma motivação para o retorno às salas de aula. É fundamental integrar a EJA à Educação Profissional e Tecnológica para ampliar oportunidades e dignidade para milhares de brasileiros”, concluiu.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.