Ano novo, promessas novas — e, para quem decidiu parar de fumar, o Distrito Federal oferece uma rede pública pronta para ajudar. A Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) mantém mais de 70 locais com tratamento gratuito contra o tabagismo, sem exigência de encaminhamento médico e aberto a adolescentes, adultos e idosos.
O atendimento começa com avaliação feita por equipes multidisciplinares, que convidam o paciente a participar de grupos de apoio e consultas individualizadas. A base do tratamento é a abordagem cognitivo-comportamental, método que trabalha gatilhos, rotina e estratégias para lidar com a abstinência. Quando necessário, há também o uso de medicamentos, como a terapia de reposição de nicotina, sempre conforme indicação profissional.
O serviço segue protocolos do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Os encontros são estruturados e focados no processo de cessação do tabagismo. Quando o paciente consegue parar de fumar, o acompanhamento continua por um período, justamente para reduzir o risco de recaídas. O tempo total do tratamento varia, porque cada pessoa tem um ritmo próprio — e o vício não respeita cronômetro.
O problema, vale lembrar, é sério. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o tabaco como uma das maiores ameaças à saúde pública e a principal causa de morte evitável no mundo, responsável por mais de 8 milhões de mortes por ano.
No Distrito Federal, os números mostram que o desafio está longe de ser pequeno. Dados do boletim epidemiológico de 2023 indicam que 8,4% da população acima de 18 anos ainda fuma, o que representa mais de 200 mil pessoas. Só em 2024, o Programa de Controle do Tabagismo da SES-DF atendeu 1,7 mil pacientes.
Em outras palavras: parar de fumar é difícil, mas não precisa ser solitário — nem caro. O serviço existe, está espalhado pelo DF e funciona. Agora, como toda promessa de ano novo, o primeiro passo ainda depende do cidadão. O resto, dessa vez, o SUS ajuda a carregar.

