back to top
24 C
Brasilia
quinta-feira, 12 março 2026, 04:47:27
Publicidade
Publicidade
InícioVida & DesenvolvimentoSaúdeSobrepeso em crianças já supera casos de desnutrição

Sobrepeso em crianças já supera casos de desnutrição

Publicado em:

Reporter: Jeferson Nunes

Notícias relacionadas

Onde foi parar o dinheiro que estava aqui?

Entenda como pequenos gastos por impulso afetam sua organização financeira e veja passos simples para retomar o controle do dinheiro. Freepik

STF julga deputados do PL por propina

STF começa a julgar deputados do PL acusados de cobrar propina para liberar emendas destinadas a município do Maranhão. © Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

Quando a vítima fala tarde, o Brasil insiste em duvidar

Pesquisa mostra medo quase unânime, silêncio das vítimas, descrédito tardio e apoio a acolhimento e serviços no SUS. © Rovena Rosa/Agência Brasil

CPMI do INSS adia oitivas e ameaça condução coercitiva

CPMI do INSS adia três depoimentos, remarca oitivas e eleva tensão após disputa sobre alcance de decisão de Flávio Dino. © Lula Marques/ Agência Brasil

Feira no Riacho Fundo une renda, capacitação e campo

Feira do Trabalho e do Campo leva oficinas, vendas e ação solidária ao Riacho Fundo I entre 9 e 14 de março. Divulgação Sedet-DF
Publicidade

Um relatório recente do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) acendeu um alerta global: uma em cada cinco meninas e meninos entre 5 e 19 anos está acima do peso. A obesidade infantil já atinge quase 391 milhões de jovens no mundo, superando a desnutrição pela primeira vez.

Enquanto a subnutrição caiu de 13% em 2000 para 9,2% em 2025, a obesidade triplicou, chegando a 9,4% no mesmo período. No Brasil, a situação é igualmente preocupante, com o índice de obesidade entre jovens de 5 a 19 anos saltando de 5% para 15% até 2022.

Consequências e causas da obesidade infantil

O pediatra Luis Henrique, do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), explica que o aumento do peso está ligado a dois fatores principais: o consumo de produtos industrializados e o sedentarismo. “Alimentos congelados, embutidos e prontos para consumo acabam sendo mais baratos e práticos do que frutas, verduras e carnes. Isso, somado ao tempo excessivo em frente às telas, faz cada vez mais crianças ganharem peso”, observa.

As consequências, segundo o médico, são graves e precoces:

  • Saúde física: aumento de casos de diabetes tipo 2, hipertensão, problemas ortopédicos e doenças cardiovasculares em crianças e adolescentes.
  • Saúde mental: bullying e baixa autoestima.

A nutricionista Ingrid Oliveira, também do HRSM, reforça que a mudança deve começar na família. Ela recomenda priorizar alimentos naturais e locais, reduzir o consumo de industrializados e fast food e, principalmente, dar o exemplo. “Não adianta impor restrições se os adultos não forem referência”, afirma.

Brasil é exemplo, mas precisa avançar

O relatório do Unicef destaca o Brasil como exemplo positivo por políticas como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que restringe ultraprocessados em escolas, e a rotulagem frontal de alimentos. No entanto, o avanço da obesidade indica que são necessárias ações ainda mais eficazes para reverter o quadro.

A nutricionista lembra que os efeitos da má alimentação vão além do peso. “Nosso corpo não foi feito para lidar com tantos produtos artificiais. Eles afetam não só a saúde física, mas também hormônios, ossos e até o humor de crianças e adolescentes”, conclui.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.