back to top
24 C
Brasilia
sexta-feira, 26 junho 2026, 05:16
Publicidade
Publicidade
InícioVida & DesenvolvimentoSaúdeAvanços elevam cura do câncer de próstata a 98%

Avanços elevam cura do câncer de próstata a 98%

Publicado em

Reportagem:
Reporter: Jeferson Nunes

Cobertura relacionada

Tesouro Direto vende R$ 10,22 bilhões em maio

Tesouro Direto vende R$ 10,22 bilhões em maio, recorde para o mês. Veja os títulos mais procurados e os cuidados antes de investir.

Fisco digital amplia fiscalização tributária no DF

Fisco digital combina câmeras, balanças e IA para selecionar cargas de risco no DF. Entenda os ganhos, limites e cuidados da tecnologia.

Ovos do Aedes resistem à seca e mantêm alerta no DF

Mesmo no período seco, ovos do Aedes podem sobreviver por até 400 dias. Saiba como eliminar criadouros e reduzir o risco de dengue no DF.

Vacina pneumo 20 chega ao SUS com proteção ampliada

Vacina pneumo 20 amplia a proteção infantil no SUS e muda o esquema de transição. Veja quem deve receber as doses.

Mulheres do DF têm 420 vagas em cursos de qualificação

Mulheres do DF podem disputar 420 vagas de qualificação em beleza até 13 de julho. Veja cursos, locais, regras e datas de matrícula.

Rede de Cras atende 205 mil famílias no Distrito Federal

Cras do DF atenderam 205 mil famílias em 2025, enquanto a procura por serviços sociais cresceu. Veja como funciona.
Publicidade

A estimativa de cura para pacientes com câncer de próstata pode alcançar até 98% dos casos, desde que o diagnóstico e o tratamento ocorram no estágio inicial da doença. A avaliação é do urologista Gilberto Laurino Almeida, supervisor de robótica da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

O especialista reforça que a alta taxa de cura depende do diagnóstico precoce. “É uma doença extremamente curável, desde que seja tratada no momento certo, na fase inicial. A gente, pegando um tumor na fase inicial, cura a maioria deles”, afirmou.

O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais frequente na população masculina no Brasil, excluindo o câncer de pele não melanoma. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 71.730 novos casos para este ano.

O impacto da doença é alarmante: dados de 2023 do Ministério da Saúde apontam 17.093 óbitos devido à doença, o que representa 47 mortes por dia.

A Campanha Novembro Azul 2025, que será lançada pela SBU, busca mudar o cenário incentivando os homens a cuidarem da saúde de forma integral. Uma das maiores dificuldades apontadas é a falta de hábito do homem em visitar o urologista anualmente.

“Para viver mais, o homem precisa se cuidar mais. E se o homem não estiver inserido nesse contexto, claramente ele vai perder anos de vida por algumas doenças que são evitáveis, como o câncer de próstata,” destaca Almeida.

Dentro da campanha, a SBU realizará um mutirão de atendimentos em Florianópolis (SC) no dia 12 de novembro, durante o 40º Congresso Brasileiro de Urologia. Homens com suspeita da doença serão encaminhados para biópsia e, em caso de confirmação, para o melhor tratamento.

O urologista ressalta que a melhor forma de “prevenção” do câncer de próstata é o diagnóstico precoce, através da consulta anual ao urologista, especialmente porque 85% a 90% dos casos são esporádicos (não têm origem familiar).

A prostatectomia radical assistida por robô é a cirurgia mais adotada e permite ao cirurgião uma visão 3D ampliada e controle mais preciso dos movimentos.

O Dr. Almeida celebrou a decisão do Ministério da Saúde de incorporar o procedimento no Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento de pacientes com câncer de próstata clinicamente avançado. A portaria ministerial deu um prazo de 180 dias para a efetivação da oferta.

No entanto, o especialista apontou um “gap” (lacuna) na implementação:

“Não existe robô no SUS para atender esses pacientes. Ou existem poucos. Trata-se de uma tecnologia muito cara. Até os hospitais poderem comprar [os equipamentos], instalar, treinar as equipes, isso demora muito,” alertou Almeida, prevendo que a preparação da rede hospitalar levará mais tempo do que os 180 dias estipulados.

O médico citou o exemplo da ureteroscopia, que, embora aprovada no SUS, ainda não é realizada devido à falta de normatização para o uso de materiais e equipamentos descartáveis de alto custo.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.