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quarta-feira, 21 janeiro 2026, 13:19:45
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Viaduto muda rotina e reduz trânsito no Recanto e Riacho

Publicado em:

Repórter: Jeferson Nunes

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O viaduto que liga Recanto das Emas ao Riacho Fundo II, entregue pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em 2023, deixou de ser promessa antiga e virou parte concreta da rotina de quem circula pela região. A obra reduziu o tempo no trânsito, melhorou a fluidez viária e alterou, de forma prática, o dia a dia de moradores, trabalhadores e usuários do transporte público.

Executada pelo Departamento de Estradas de Rodagem do DF (DER-DF), a estrutura recebeu investimento de R$ 30,9 milhões e criou um novo acesso entre as duas regiões administrativas. Além disso, facilitou o deslocamento no eixo Gama–Samambaia, um dos corredores mais movimentados do Distrito Federal.

Segundo o administrador regional do Recanto das Emas, Carlos Dalvan, a demanda pelo viaduto atravessou décadas. Ele avalia que o principal impacto foi a redução expressiva dos congestionamentos. Antes, muitos moradores precisavam sair mais cedo de casa e, ainda assim, chegavam atrasados ao trabalho. Agora, o fluxo se tornou mais previsível e rápido, o que reorganizou a rotina de quem depende diariamente da via.

A estimativa oficial é de que cerca de 60 mil veículos passem pelo local todos os dias. Um deles é o funcionário de posto de combustíveis Guilherme Abreu, que atravessa o trecho com frequência. Ele relata que o trajeto, antes lento e desgastante, hoje ocorre de forma bem mais ágil, especialmente para quem vem do Riacho Fundo II.

Para o carteiro Célio Sousa, a principal mudança foi o ganho de tempo fora do trânsito. Ele lembra que os engarrafamentos eram constantes e que, agora, o deslocamento mais rápido permite algo simples, mas valioso: mais tempo com a família e para o lazer.

O impacto também alcançou quem utiliza transporte público. De acordo com o administrador regional, a diminuição do tempo parado no trânsito reduziu o desconforto de viagens longas em ônibus lotados, um problema recorrente para quem dependia da antiga configuração viária.

A intervenção, no entanto, não se limitou ao viaduto. O Recanto das Emas recebeu cerca de 9 quilômetros de novas vias com duas faixas, obras de recuperação asfáltica, implantação de estacionamentos, 12,5 quilômetros de meios-fios e quase 10 mil metros lineares de rede de drenagem para captação da água da chuva.

Houve ainda investimento em acessibilidade, com ciclovias e calçadas, além de um sistema de drenagem projetado para evitar alagamentos e preservar a estrutura do elevado. Segundo a administração regional, o conjunto das obras buscou atender não apenas motoristas, mas também pedestres e ciclistas, integrando mobilidade e infraestrutura urbana.

No fim das contas, o viaduto fez algo raro em grandes obras públicas: saiu do papel, funcionou e passou a ser defendido por quem usa. Quando isso acontece, o trânsito agradece — e o relógio também.

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