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Jequitibá-Rosa gigante de 500 Anos é descoberto no Rio

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Reportagem:
Repórter: Paulo Andrade

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Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Mata Atlântica) confirmaram a descoberta de um exemplar centenário de jequitibá-rosa no Parque Estadual da Pedra Branca, na zona oeste do Rio de Janeiro. A árvore colossal, estimada em cerca de 500 anos, possui aproximadamente 40 metros de altura – o equivalente a um prédio de 13 andares – e 7 metros de circunferência, destacando-se como um dos raros remanescentes da Mata Atlântica original.

O achado reforça a importância da conservação biológica no estado e no Brasil, em meio à crescente ameaça de extinção da espécie.

Ameaça e Preservação da Espécie no Brasil

O jequitibá-rosa (Cariniana legalis) é uma espécie exclusiva da Mata Atlântica e figura na lista de árvores ameaçadas de extinção devido à intensa extração de madeira e à contínua perda de hábitat. A preservação deste exemplar específico, localizado a 1 km no interior da mata, é atribuída, em parte, ao acesso restrito por meio do Sítio Jequitibá-Rosa, uma propriedade particular adjacente.

Os biólogos da Fiocruz Mata Atlântica, Monique Medeiros Gabriel e Jaílton Costa, destacam que a área é um importante fragmento da Floresta da Pedra Branca, abrigando uma grande diversidade de plantas e árvores de porte gigantesco. O proprietário, Carlos Sergio Raposo, é fundamental na manutenção da conservação do local e de outros exemplares.

Brasília na Discussão da Biodiversidade Nacional

Embora o achado tenha ocorrido no Rio de Janeiro, a pauta da conservação da biodiversidade é de interesse nacional e diretamente ligada às discussões ambientais em Brasília, DF. As políticas de proteção da flora, como as coordenadas pelo Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFlora), ditam as diretrizes seguidas pela Fiocruz para a recuperação e reintrodução de espécies ameaçadas.

Coleta de Sementes para o Futuro da Mata Atlântica

O próximo passo no esforço de conservação é prático: o jequitibá-rosa foi marcado para a coleta de sementes. Segundo o biólogo Thiago Fernandes, da Fiocruz Mata Atlântica, o objetivo é produzir mudas no horto da instituição para, posteriormente, reintroduzir a espécie na natureza.

Essa ação segue rigorosamente as recomendações dos órgãos oficiais de conservação do Brasil, garantindo que o legado genético dessa árvore quinhentista não se perca.

A Importância da Estação Biológica Fiocruz Mata Atlântica

O trabalho de pesquisa e conservação é liderado pela Estação Biológica Fiocruz Mata Atlântica (EBFMT). Fundada em 2016, esta é a primeira estação biológica do Ministério da Saúde e a primeira no mundo a ter como foco primário a interface entre biodiversidade e saúde.

Além da pesquisa, a estação atua ativamente na restauração ecológica da Mata Atlântica, em consonância com os objetivos de preservação de áreas como o Parque Estadual da Pedra Branca. A Fiocruz, instituição de destaque em saúde pública no DF e no país, reforça sua atuação na pesquisa da biodiversidade, essencial para o equilíbrio ecológico e para a saúde humana no Brasil.

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