Publicidade
InícioBrasilEconomiaBC mantém Selic em 15% e sinaliza início de cortes para março

BC mantém Selic em 15% e sinaliza início de cortes para março

Publicado em

Reportagem:
Reporter: Fabíola Fonseca

Cobertura relacionada

Copom decide juros sob pressão dos combustíveis

Selic pode cair mesmo com inflação pressionada por alta nos combustíveis; entenda a decisão do Copom nesta quarta. © Marcello Casal JrAgência Brasil

Mercado espera corte da Selic para 13,75% nesta semana

Selic deve cair para 13,75%, segundo o mercado. Focus também reduz projeção de inflação e PIB para 2026.

Inflação maior e PIB menor

Mercado financeiro eleva projeção de inflação, reduz crescimento do PIB e mantém estimativas para Selic e dólar no Focus.

Mercado passa a prever Selic de 13,75% no fim de 2026

Mercado prevê Selic de 13,75% no fim de 2026 e inflação de 5,3%. Entenda os efeitos sobre crédito, consumo e economia brasileira.

Petróleo dispara após guerra com Irã

Petróleo sobe forte após escalada EUA Israel Irã. Tensão em Ormuz pressiona dólar, inflação e expectativas para a Selic no Brasil. Pixabay

Mercado reduz projeção da Selic para 13,50% ao fim de 2026

Boletim Focus mostra queda na projeção da Selic, alta marginal da inflação e leve redução da expectativa para o PIB em 2026.
Publicidade

Em decisão unânime e aguardada pelo mercado financeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a Taxa Selic em 15% ao ano. Esta é a quinta reunião consecutiva de manutenção dos juros no patamar mais elevado desde 2006.

A grande novidade da noite, contudo, veio no comunicado: o BC confirmou que, caso o cenário econômico siga favorável, deve iniciar a flexibilização monetária (redução de juros) em março.

O caminho para o corte: Por que esperar março?

O Banco Central adotou um tom de cautela vigilante. Apesar do recuo do dólar e da inflação em 2025, a autoridade monetária quer garantir que a trajetória de queda seja sustentável antes de apertar o botão de “redução”.

  • A frase-chave: O Copom afirmou que “antecipa iniciar a flexibilização na próxima reunião”, mas reforçou que manterá o rigor necessário para que a inflação não escape da meta.

  • Cenário de Desfalque: A decisão ocorreu com a diretoria incompleta, aguardando que o presidente Lula indique os substitutos para as diretorias de Política Econômica e Organização do Sistema Financeiro em fevereiro.

Inflação e a nova meta contínua

A manutenção ocorre em um momento de transição no modelo de monitoramento do custo de vida. Entenda os números:

  • IPCA 2025: Fechou em 4,26%, o menor desde 2018, ficando dentro do teto da meta.

  • Meta para 2026: O centro da meta é 3%, com tolerância até 4,5%.

  • Modelo Contínuo: Agora, a meta é verificada mês a mês (janela móvel de 12 meses), e não apenas no fechamento de dezembro. Isso exige que o BC seja mais ágil — ou cauteloso — para evitar desvios ao longo de todo o ano.

Impacto na Economia: Crédito e PIB

Embora os juros altos segurem a inflação, eles também impõem um custo ao crescimento do país. Confira as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026:

FonteProjeção de Crescimento (PIB)
Banco Central1,6%
Mercado (Boletim Focus)1,8%
O que muda para você: Com a Selic em 15%, o crédito para financiamentos e empréstimos continua caro, mas investimentos em Renda Fixa (como Tesouro Selic e CDBs) seguem com rentabilidades muito atrativas, superando largamente a inflação esperada de 4%.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.