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terça-feira, 28 abril 2026, 14:24:18
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PF faz operação contra abuso sexual infantil

Publicado em:

Repórter: Marta Borges

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PF mira suspeitos de abuso sexual contra crianças em ação nacional

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 28 de abril de 2026, a Operação Nacional Proteção Integral IV, para identificar e prender suspeitos de crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes. A ação cumpre 159 mandados de busca e apreensão em todas as unidades da Federação e 16 mandados de prisão preventiva.

A operação integra um esforço internacional coordenado, chamado Operação Internacional Aliados pela Infância VI, com ações simultâneas em 15 países. Segundo a PF, o objetivo é enfrentar crimes transnacionais que violam a dignidade sexual de crianças e adolescentes.

Operação da PF mobiliza policiais em todo o país

No Brasil, participam da ação 503 policiais federais e 243 policiais civis. As polícias civis envolvidas são dos estados da Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins.

A PF informou que a ação busca integrar forças policiais nacionais e internacionais no combate a crimes de abuso sexual infantojuvenil. A operação também ocorre no contexto do Maio Laranja, campanha nacional de prevenção e enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes.

A dimensão da operação indica que esse tipo de crime não se limita a fronteiras físicas. Hoje, parte relevante das investigações envolve ambiente digital, circulação de arquivos, aliciamento e redes que atravessam estados e países.

Ação internacional ocorre em 15 países

No plano internacional, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em países como Argentina, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Espanha, França, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana e Uruguai.

A integração entre países é considerada essencial porque crimes sexuais contra crianças e adolescentes podem envolver compartilhamento de material ilegal, perfis falsos, grupos fechados e plataformas digitais usadas para ocultar autores.

Nesses casos, a repressão depende de cooperação entre autoridades, preservação de provas digitais e rapidez na identificação dos suspeitos. Quando a violência entra na internet, a investigação também precisa atravessar cabos, servidores e jurisdições.

PF cumpriu 450 prisões por crimes sexuais em 2026

Segundo a Polícia Federal, somente em 2026, os chamados Grupos de Capturas já cumpriram pelo menos 450 mandados de prisão contra foragidos por crimes sexuais. O dado mostra que a operação desta terça-feira faz parte de uma estratégia mais ampla de localização de investigados e condenados nessa área.

A corporação também destacou a importância de atualizar a linguagem usada para tratar esses crimes. Embora o termo “pornografia” ainda apareça no Estatuto da Criança e do Adolescente, a comunidade internacional tem adotado preferencialmente expressões como abuso sexual de crianças e adolescentes ou violência sexual contra crianças e adolescentes, por descreverem com mais precisão a gravidade das condutas.

Essa mudança não é detalhe semântico. Ela evita suavizar crimes que envolvem exploração, violência e violação de direitos fundamentais.

Pais devem acompanhar uso da internet por crianças

A Polícia Federal orienta pais e responsáveis a acompanharem o uso da internet por crianças e adolescentes. O diálogo sobre segurança digital, a atenção a contatos suspeitos e a orientação para que vítimas ou testemunhas comuniquem situações estranhas são medidas de prevenção.

A recomendação inclui observar mudanças bruscas de comportamento, uso excessivamente reservado de aparelhos, contato com desconhecidos, recebimento de presentes virtuais ou pedidos de imagens pessoais. Nenhum desses sinais, isoladamente, prova crime. Mas todos exigem atenção responsável.

Proteção digital não significa vigiar a criança como suspeita. Significa criar confiança para que ela peça ajuda antes que o medo ou a vergonha façam silêncio trabalhar para o agressor.

Combate exige investigação e prevenção

A Operação Nacional Proteção Integral IV reforça a necessidade de resposta policial firme contra crimes sexuais cometidos contra crianças e adolescentes. No entanto, a repressão é apenas uma parte da proteção.

O enfrentamento também depende de educação digital, canais de denúncia acessíveis, acolhimento especializado, investigação qualificada e responsabilização dos autores. Quando a violência envolve crianças, o tempo é sempre um fator crítico.

O país costuma reagir com indignação quando operações desse tipo vêm a público. A indignação é justa, mas insuficiente. A proteção integral precisa funcionar antes da tragédia, durante a investigação e depois do resgate da vítima.

Fontes e documentos:

PF e PC fazem operação contra abuso sexual infantojuvenil em 26 estados e no DF (Polícia Federal)
– PF faz operação em 27 estados contra abuso sexual infantojuvenil (Agência Brasil)
– Operação cumpre 159 mandados contra crimes sexuais a menores em todo o país (CNN Brasil)

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