Evento gratuito oferece vagas, capacitação e produtos locais
A Feira do Trabalho e do Campo chega ao Plano Piloto nesta terça-feira (30) com serviços gratuitos para trabalhadores, exposição de produtos locais e atividades de capacitação para empreendedores.
A programação será realizada até domingo (5), das 12h às 21h, no Eixo Ibero-Americano, nas proximidades da Torre de TV. A entrada é gratuita.
A etapa encerra o circuito atualmente programado do projeto, que passou por diferentes regiões administrativas do Distrito Federal desde 2025.
O público encontrará produtos da agricultura familiar, artesanato, gastronomia, iniciativas da economia solidária, oficinas, workshops, apresentações musicais, encontro de brechós e brinquedos para crianças.
A Agência do Trabalhador Itinerante também participará da programação com encaminhamento para vagas de emprego, orientação profissional e atendimento relacionado a programas de qualificação e apoio a trabalhadores desempregados.
Agência itinerante fará encaminhamento para vagas
Quem procura emprego poderá consultar as oportunidades cadastradas no sistema público de intermediação de mão de obra.
O atendimento permite cadastrar ou atualizar informações profissionais e verificar se existem vagas compatíveis com o perfil do trabalhador.
Quando há correspondência entre os requisitos definidos pela empresa e os dados do candidato, a agência pode emitir uma carta de encaminhamento para entrevista.
Esse documento não representa contratação garantida. A escolha final permanece sob responsabilidade do empregador.
Os atendentes também poderão orientar o público sobre a Carteira de Trabalho Digital, seguro-desemprego e cursos oferecidos pelos programas de qualificação do Governo do Distrito Federal.
Os interessados devem levar documento de identificação, CPF e informações atualizadas sobre escolaridade, experiência e formas de contato.
Cesta do Trabalhador depende de análise
A unidade itinerante receberá solicitações relacionadas ao Programa Cesta do Trabalhador.
O benefício é destinado a trabalhadores desempregados que se encontram em situação de vulnerabilidade ou exclusão social e atendem aos requisitos previstos na legislação distrital.
A inscrição realizada durante a feira não significa recebimento imediato da cesta.
A Sedet-DF precisa verificar a situação profissional e analisar as informações apresentadas pelo solicitante. A consulta pode considerar dados da Carteira de Trabalho Digital, do Cadastro Nacional de Informações Sociais e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.
O programa permite a concessão de uma cesta de alimentos por mês durante até três meses, contínuos ou intercalados, dentro do período previsto pelas normas.
Apenas uma pessoa de cada núcleo familiar pode receber o benefício ao mesmo tempo. A entrada do beneficiário no mercado formal de trabalho também pode interromper a concessão.
Feira abre espaço para produtores e artesãos
A exposição permite que agricultores familiares, artesãos e empreendedores comercializem diretamente seus produtos.
A venda sem alguns dos intermediários tradicionais pode ampliar a parcela do preço que permanece com quem produz, embora cada participante continue responsável pelos custos de fabricação, transporte e funcionamento do negócio.
Os visitantes poderão encontrar alimentos, plantas, produtos artesanais, roupas usadas, itens de decoração e refeições preparadas pelos expositores.
A feira livre também funciona como vitrine para pequenos negócios que ainda não possuem loja física ou estrutura permanente de comercialização.
A presença no evento, entretanto, não resolve sozinha dificuldades como acesso a crédito, regularização, formação de preço, logística e divulgação.
Por isso, oficinas e workshops integram a programação destinada aos participantes.
Economia solidária reúne formas coletivas de produção
Parte dos estandes será ocupada por empreendimentos ligados à economia solidária.
Esse modelo reúne cooperativas, associações, grupos produtivos e trabalhadores que organizam coletivamente a produção, a gestão e a distribuição dos resultados.
As iniciativas podem incluir artesanato, costura, reciclagem, alimentação, agricultura e prestação de serviços.
Além da geração de renda, a economia solidária busca fortalecer a cooperação e ampliar a autonomia de grupos que enfrentam dificuldades para entrar no mercado convencional.
A continuidade dos negócios depende, porém, de acesso regular a consumidores, organização financeira, assistência técnica e espaços permanentes de venda.
Agricultura familiar aproxima produção e consumidor
Os produtos rurais expostos representam uma parte da produção realizada em pequenas propriedades e assentamentos do Distrito Federal.
A comercialização direta pode aproximar consumidores da origem dos alimentos e permitir que os produtores expliquem como cultivam, processam e transportam as mercadorias.
Para alimentos frescos, a proximidade entre o campo e a área urbana também pode reduzir o tempo entre colheita e venda.
O evento não substitui feiras permanentes, mercados, programas de compras públicas ou canais regulares de distribuição. Ele oferece uma oportunidade temporária de exposição e contato com novos clientes.
A transformação dessa experiência em renda contínua depende de o produtor manter canais de comercialização depois do encerramento da feira.
Oficinas buscam apoiar pequenos negócios
A programação prevê atividades de capacitação destinadas a produtores rurais, artesãos e empreendedores urbanos.
Os conteúdos podem abordar organização do negócio, vendas, divulgação, economia solidária e desenvolvimento de produtos.
A capacitação ajuda o participante a identificar custos, calcular preços e melhorar a apresentação das mercadorias.
Um pequeno negócio pode vender muito e ainda operar com prejuízo quando o preço não cobre matéria-prima, transporte, taxas, energia e horas de trabalho.
Também é necessário separar as finanças pessoais do caixa do empreendimento e registrar entradas e despesas.
As oficinas oferecem orientações iniciais, mas não substituem acompanhamento técnico continuado, planejamento financeiro ou consultoria especializada.
Projeto percorreu regiões administrativas
A Feira do Trabalho e do Campo foi estruturada para alcançar 12 regiões administrativas, incluindo o Plano Piloto.
O projeto começou em São Sebastião e passou por localidades como Ceilândia, Brazlândia, Santa Maria, Riacho Fundo e Taguatinga.
Cada etapa reuniu exposição de produtos, orientação profissional e atividades adaptadas à realidade econômica da região visitada.
A organização é realizada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda em parceria com o Instituto Acolher, organização selecionada por chamamento público.
O plano de execução foi estabelecido inicialmente por 12 meses e admite prorrogação conforme a legislação e as decisões administrativas.
Por essa razão, a etapa no Plano Piloto representa o encerramento do circuito atualmente previsto, mas não necessariamente o fim definitivo da iniciativa.
Programação inclui lazer para as famílias
Além dos serviços profissionais e dos espaços de comercialização, a edição terá shows, encontro de brechós e área com brinquedos.
As atividades ampliam o público do evento e permitem que responsáveis participem da programação acompanhados das crianças.
O espaço destinado aos brechós também estimula a circulação de roupas e acessórios usados, prolongando a vida útil dos produtos e reduzindo o descarte.
A programação detalhada de shows, oficinas e horários específicos deve ser consultada nos canais da organização durante os dias de evento, porque atividades podem sofrer alterações.
Impacto dependerá do que permanece depois da feira
A Feira do Trabalho e do Campo reúne, em um único local, serviços públicos, capacitação e oportunidades de venda.
Para o trabalhador, o resultado concreto será medido pela obtenção de uma entrevista, pelo acesso a um curso ou pela regularização necessária para procurar emprego.
Para produtores e artesãos, dependerá das vendas, dos contatos obtidos e da capacidade de transformar visitantes em clientes recorrentes.
Eventos temporários oferecem visibilidade, mas o fortalecimento da economia local exige políticas que continuem funcionando depois que os estandes forem desmontados.
O principal desafio é fazer com que as oportunidades abertas durante seis dias produzam renda e trabalho nos meses seguintes.
Serviço
Feira do Trabalho e do Campo
Data
De 30 de junho a 5 de julho de 2026
Horário
Das 12h às 21h
Local
Eixo Ibero-Americano, nas proximidades da Torre de TV, no Plano Piloto
Entrada
Gratuita
Atividades
Produtos da agricultura familiar, economia solidária, artesanato, gastronomia, brechós, oficinas, workshops, shows, brinquedos e Agência do Trabalhador Itinerante
Relacionadas, fontes e documentos:
– Agências do DF oferecem 811 vagas nesta quarta-feira (Fonte em Foco)
– Mulheres do DF têm 420 vagas em cursos de qualificação (Fonte em Foco)
– Agências do DF oferecem 610 vagas de emprego nesta terça (Fonte em Foco)
– QualificaDF oferece 12 mil vagas em cursos gratuitos (Fonte em Foco)
– Projeto Feira do Trabalho e do Campo em 12 regiões administrativas (Sedet-DF)
– Feira do Trabalho e do Campo leva agricultura familiar e economia solidária ao Plano Piloto (Agência Brasília)

