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Plano Piloto recebe última Feira do Trabalho e do Campo

Publicado em

Reportagem:
Fabíola Fonseca

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Evento gratuito oferece vagas, capacitação e produtos locais

A Feira do Trabalho e do Campo chega ao Plano Piloto nesta terça-feira (30) com serviços gratuitos para trabalhadores, exposição de produtos locais e atividades de capacitação para empreendedores.

A programação será realizada até domingo (5), das 12h às 21h, no Eixo Ibero-Americano, nas proximidades da Torre de TV. A entrada é gratuita.

A etapa encerra o circuito atualmente programado do projeto, que passou por diferentes regiões administrativas do Distrito Federal desde 2025.

O público encontrará produtos da agricultura familiar, artesanato, gastronomia, iniciativas da economia solidária, oficinas, workshops, apresentações musicais, encontro de brechós e brinquedos para crianças.

A Agência do Trabalhador Itinerante também participará da programação com encaminhamento para vagas de emprego, orientação profissional e atendimento relacionado a programas de qualificação e apoio a trabalhadores desempregados.

Agência itinerante fará encaminhamento para vagas

Quem procura emprego poderá consultar as oportunidades cadastradas no sistema público de intermediação de mão de obra.

O atendimento permite cadastrar ou atualizar informações profissionais e verificar se existem vagas compatíveis com o perfil do trabalhador.

Quando há correspondência entre os requisitos definidos pela empresa e os dados do candidato, a agência pode emitir uma carta de encaminhamento para entrevista.

Esse documento não representa contratação garantida. A escolha final permanece sob responsabilidade do empregador.

Os atendentes também poderão orientar o público sobre a Carteira de Trabalho Digital, seguro-desemprego e cursos oferecidos pelos programas de qualificação do Governo do Distrito Federal.

Os interessados devem levar documento de identificação, CPF e informações atualizadas sobre escolaridade, experiência e formas de contato.

Cesta do Trabalhador depende de análise

A unidade itinerante receberá solicitações relacionadas ao Programa Cesta do Trabalhador.

O benefício é destinado a trabalhadores desempregados que se encontram em situação de vulnerabilidade ou exclusão social e atendem aos requisitos previstos na legislação distrital.

A inscrição realizada durante a feira não significa recebimento imediato da cesta.

A Sedet-DF precisa verificar a situação profissional e analisar as informações apresentadas pelo solicitante. A consulta pode considerar dados da Carteira de Trabalho Digital, do Cadastro Nacional de Informações Sociais e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.

O programa permite a concessão de uma cesta de alimentos por mês durante até três meses, contínuos ou intercalados, dentro do período previsto pelas normas.

Apenas uma pessoa de cada núcleo familiar pode receber o benefício ao mesmo tempo. A entrada do beneficiário no mercado formal de trabalho também pode interromper a concessão.

Feira abre espaço para produtores e artesãos

A exposição permite que agricultores familiares, artesãos e empreendedores comercializem diretamente seus produtos.

A venda sem alguns dos intermediários tradicionais pode ampliar a parcela do preço que permanece com quem produz, embora cada participante continue responsável pelos custos de fabricação, transporte e funcionamento do negócio.

Os visitantes poderão encontrar alimentos, plantas, produtos artesanais, roupas usadas, itens de decoração e refeições preparadas pelos expositores.

A feira livre também funciona como vitrine para pequenos negócios que ainda não possuem loja física ou estrutura permanente de comercialização.

A presença no evento, entretanto, não resolve sozinha dificuldades como acesso a crédito, regularização, formação de preço, logística e divulgação.

Por isso, oficinas e workshops integram a programação destinada aos participantes.

Economia solidária reúne formas coletivas de produção

Parte dos estandes será ocupada por empreendimentos ligados à economia solidária.

Esse modelo reúne cooperativas, associações, grupos produtivos e trabalhadores que organizam coletivamente a produção, a gestão e a distribuição dos resultados.

As iniciativas podem incluir artesanato, costura, reciclagem, alimentação, agricultura e prestação de serviços.

Além da geração de renda, a economia solidária busca fortalecer a cooperação e ampliar a autonomia de grupos que enfrentam dificuldades para entrar no mercado convencional.

A continuidade dos negócios depende, porém, de acesso regular a consumidores, organização financeira, assistência técnica e espaços permanentes de venda.

Agricultura familiar aproxima produção e consumidor

Os produtos rurais expostos representam uma parte da produção realizada em pequenas propriedades e assentamentos do Distrito Federal.

A comercialização direta pode aproximar consumidores da origem dos alimentos e permitir que os produtores expliquem como cultivam, processam e transportam as mercadorias.

Para alimentos frescos, a proximidade entre o campo e a área urbana também pode reduzir o tempo entre colheita e venda.

O evento não substitui feiras permanentes, mercados, programas de compras públicas ou canais regulares de distribuição. Ele oferece uma oportunidade temporária de exposição e contato com novos clientes.

A transformação dessa experiência em renda contínua depende de o produtor manter canais de comercialização depois do encerramento da feira.

Oficinas buscam apoiar pequenos negócios

A programação prevê atividades de capacitação destinadas a produtores rurais, artesãos e empreendedores urbanos.

Os conteúdos podem abordar organização do negócio, vendas, divulgação, economia solidária e desenvolvimento de produtos.

A capacitação ajuda o participante a identificar custos, calcular preços e melhorar a apresentação das mercadorias.

Um pequeno negócio pode vender muito e ainda operar com prejuízo quando o preço não cobre matéria-prima, transporte, taxas, energia e horas de trabalho.

Também é necessário separar as finanças pessoais do caixa do empreendimento e registrar entradas e despesas.

As oficinas oferecem orientações iniciais, mas não substituem acompanhamento técnico continuado, planejamento financeiro ou consultoria especializada.

Projeto percorreu regiões administrativas

A Feira do Trabalho e do Campo foi estruturada para alcançar 12 regiões administrativas, incluindo o Plano Piloto.

O projeto começou em São Sebastião e passou por localidades como Ceilândia, Brazlândia, Santa Maria, Riacho Fundo e Taguatinga.

Cada etapa reuniu exposição de produtos, orientação profissional e atividades adaptadas à realidade econômica da região visitada.

A organização é realizada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda em parceria com o Instituto Acolher, organização selecionada por chamamento público.

O plano de execução foi estabelecido inicialmente por 12 meses e admite prorrogação conforme a legislação e as decisões administrativas.

Por essa razão, a etapa no Plano Piloto representa o encerramento do circuito atualmente previsto, mas não necessariamente o fim definitivo da iniciativa.

Programação inclui lazer para as famílias

Além dos serviços profissionais e dos espaços de comercialização, a edição terá shows, encontro de brechós e área com brinquedos.

As atividades ampliam o público do evento e permitem que responsáveis participem da programação acompanhados das crianças.

O espaço destinado aos brechós também estimula a circulação de roupas e acessórios usados, prolongando a vida útil dos produtos e reduzindo o descarte.

A programação detalhada de shows, oficinas e horários específicos deve ser consultada nos canais da organização durante os dias de evento, porque atividades podem sofrer alterações.

Impacto dependerá do que permanece depois da feira

A Feira do Trabalho e do Campo reúne, em um único local, serviços públicos, capacitação e oportunidades de venda.

Para o trabalhador, o resultado concreto será medido pela obtenção de uma entrevista, pelo acesso a um curso ou pela regularização necessária para procurar emprego.

Para produtores e artesãos, dependerá das vendas, dos contatos obtidos e da capacidade de transformar visitantes em clientes recorrentes.

Eventos temporários oferecem visibilidade, mas o fortalecimento da economia local exige políticas que continuem funcionando depois que os estandes forem desmontados.

O principal desafio é fazer com que as oportunidades abertas durante seis dias produzam renda e trabalho nos meses seguintes.

Serviço

Feira do Trabalho e do Campo

Data
De 30 de junho a 5 de julho de 2026

Horário
Das 12h às 21h

Local
Eixo Ibero-Americano, nas proximidades da Torre de TV, no Plano Piloto

Entrada
Gratuita

Atividades
Produtos da agricultura familiar, economia solidária, artesanato, gastronomia, brechós, oficinas, workshops, shows, brinquedos e Agência do Trabalhador Itinerante

Relacionadas, fontes e documentos:

Agências do DF oferecem 811 vagas nesta quarta-feira (Fonte em Foco)
Mulheres do DF têm 420 vagas em cursos de qualificação (Fonte em Foco)
Agências do DF oferecem 610 vagas de emprego nesta terça (Fonte em Foco)
QualificaDF oferece 12 mil vagas em cursos gratuitos (Fonte em Foco)
Projeto Feira do Trabalho e do Campo em 12 regiões administrativas (Sedet-DF)
Feira do Trabalho e do Campo leva agricultura familiar e economia solidária ao Plano Piloto (Agência Brasília)

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