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Gama – Acolhimento à população em situação de rua em 21/09

Publicado em

Reportagem:
Paulo Andrade

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Atendimento começa às 9h em diferentes pontos da região

Servidores estarão no Gama nesta segunda-feira, 21 de setembro de 2026, a partir das 9h, para oferecer acolhimento e assistência social a pessoas em situação de rua que quiserem ajuda. A ação faz parte do atendimento voltado a moradores que estão em espaços públicos e precisam de orientação, encaminhamento ou apoio da rede social.

A iniciativa deve passar por diferentes endereços da região administrativa. Entre os pontos previstos estão áreas do Setor Central, Setor Leste, Setor Norte, Setor Oeste, Ponte Alta Norte, estacionamento do Estádio Bezerrão e locais próximos a comércios, escola, posto de saúde e parada de ônibus.

O atendimento não deve ser entendido apenas como deslocamento de pessoas ou limpeza urbana. A dimensão principal é a oferta de acolhimento e assistência social, com informação sobre direitos, possibilidades de encaminhamento e preservação dos pertences pessoais.

Pertences podem ser levados ao endereço indicado

Após o atendimento, os pertences das pessoas acompanhadas poderão ser transportados ao endereço indicado por elas. Essa alternativa vale quando a pessoa informa um local para onde deseja levar seus objetos pessoais.

Quando não houver ponto fixo indicado, os bens serão encaminhados ao depósito no SIA. O endereço informado é SIA Trecho 4, lotes 1380/1420.

A retirada poderá ser feita em até 60 dias, sem custo para o responsável. A informação sobre prazo, local de guarda e recuperação dos objetos é parte essencial da transparência exigida para esse tipo de ação.

Divulgação segue decisão do STF

A divulgação prévia da ação segue decisão do Supremo Tribunal Federal na ADPF 976. A determinação exige que o Poder Executivo distrital informe previamente dia, horário e local das ações de zeladoria urbana em seus sites.

A decisão também exige informações claras sobre a destinação de bens eventualmente apreendidos. Isso inclui o local de armazenamento dos itens e o procedimento para recuperação.

O objetivo é reduzir conflitos e proteger direitos. Quando a população sabe com antecedência onde a ação ocorrerá e o que será feito com os pertences, há mais transparência e mais possibilidade de acompanhamento por serviços sociais, familiares, defensores, organizações e pela própria pessoa atendida.

Acolhimento precisa preservar dignidade

Pessoas em situação de rua não podem ser tratadas como problema urbano a ser escondido. A condição de rua envolve pobreza, vínculos rompidos, sofrimento social, dificuldades de acesso a moradia, saúde, documentação, trabalho e proteção.

Por isso, a abordagem precisa combinar zeladoria, assistência social e respeito à autonomia. O atendimento deve oferecer ajuda, mas sem apagar a história, os objetos e as escolhas da pessoa atendida.

A política pública funciona melhor quando constrói vínculo. Em muitos casos, a primeira conversa não resolve a situação, mas abre caminho para acesso a serviços, acolhimento institucional, documentação, saúde, alimentação e acompanhamento continuado.

Pontos previstos no Gama

A ação está programada para ocorrer em diferentes pontos do Gama. A lista divulgada inclui:

Próximo à linha de transmissão de 138 kV Corumbá IV.

SCE Quadra 29, CL 1.

Comercial da Du Juca, Quadra 1, CL 1, SCE Leste.

Setor Central, próximo ao Dia a Dia.

Quadra 15, no fundo da Loja 3/4, Setor Leste.

Área Especial Entrequadra 11/13, Setor Leste.

Entrequadra 1/3 Leste, bloco ao lado do posto de saúde.

Quadra 2, CL, próximo ao Lote 26, fundo da Escola Classe 15, Setor Norte.

SEC Quadra 1, Conjunto B, 756, Ponte Alta Norte.

Estacionamento do Estádio Bezerrão.

Quadra 56, Setor Central, fundos do Centro de Ensino Especial I do Gama e atrás do depósito de contêineres de resíduos do Gama Shopping.

Praça 2, Entrequadra 16/18, Área Especial, Setor Central.

Setor Central, Quadra 36, Conjunto B.

Quadra 12, lotes 24/26, lojas 1 a 6, Setor Central.

Quadra 14 do Setor Oeste, na lateral da parada, em frente ao posto de gasolina.

Rede social é porta de entrada para outros serviços

O atendimento em campo pode ser uma porta de entrada para a rede socioassistencial. A partir da abordagem, a pessoa pode receber orientação sobre acolhimento, serviços especializados, documentação, alimentação, saúde e outras políticas públicas.

No Distrito Federal, o Serviço Especializado em Abordagem Social atua em espaços públicos para identificar situações de risco social e pessoal. Esse trabalho é uma das formas de aproximação com pessoas em situação de rua e outros grupos vulneráveis.

O desafio é transformar a ação pontual em continuidade de cuidado. Para quem vive na rua, a resposta pública precisa ir além do dia da abordagem: deve envolver acompanhamento, escuta, proteção, acesso a direitos e alternativas reais.

Transparência é parte do acolhimento

A divulgação de horário, local e destino dos pertences não é apenas uma formalidade jurídica. É uma proteção concreta para pessoas que muitas vezes têm nos próprios objetos sua única referência material de vida.

Quando o poder público informa antes, reduz a chance de surpresa, perda e conflito. Também permite que a pessoa recolha seus bens, peça ajuda, acompanhe o procedimento e saiba onde procurar seus objetos depois.

O ponto central é que cuidado e zeladoria não podem caminhar separados da dignidade. Uma cidade precisa manter espaços públicos organizados, mas também precisa reconhecer que pessoas em situação de rua têm direitos, vínculos, pertences e histórias.

No Gama, a ação desta segunda-feira será avaliada pelo que conseguir oferecer de acolhimento real. O resultado mais importante não está apenas na passagem das equipes pelos endereços, mas na capacidade de abrir caminhos para proteção social, informação clara e atendimento respeitoso.

Fontes e Documentos:

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