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Finados no DF: 600 mil visitas e 1,2 mil atendimentos

Publicado em

Reportagem:
Paulo Andrade

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Seis cemitérios públicos receberam milhares de famílias em 2 de novembro, as equipes da Secretaria de Justiça e Cidadania ofereceram orientações sobre serviços funerários, acolhimento e apoio psicossocial

Mais de 600 mil pessoas passaram pelos seis cemitérios públicos do Distrito Federal durante o Dia de Finados, na segunda-feira (2). Entre flores, homenagens e lembranças de familiares e amigos, os visitantes encontraram também espaços de atendimento preparados para esclarecer dúvidas sobre serviços funerários e oferecer apoio a quem precisava de acolhimento.

A Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (Sejus-DF) registrou 1.203 atendimentos nas tendas instaladas nos cemitérios da Asa Sul, Taguatinga, Gama, Brazlândia, Sobradinho e Planaltina.

A maior parte da procura foi por informações sobre direitos, custos e procedimentos funerários. Ao todo, foram 1.129 orientações gerais, 61 registros de ouvidoria e 13 atendimentos psicossociais.

Os números mostram uma dimensão do Dia de Finados que nem sempre recebe tanta atenção quanto o movimento nos cemitérios: as dúvidas e dificuldades que acompanham as famílias mesmo depois da despedida de uma pessoa querida.

Mais de 600 mil visitantes e atendimento nos seis cemitérios do DF

O movimento confirmou a expectativa de grande circulação de pessoas durante o feriado. Dias antes, o Fonte em Foco havia detalhado a operação de Finados no DF, com mudanças no trânsito, reforço na segurança e orientações para visitar os cemitérios.

A preparação envolveu diferentes órgãos públicos, enquanto a Sejus organizou tendas de acolhimento para atender diretamente os visitantes.
O serviço foi disponibilizado nas seis unidades cemiteriais, permitindo que as famílias procurassem informações e registrassem demandas durante a visita.

O Cemitério da Asa Sul concentrou o maior número de atendimentos, seguido pelas unidades de Taguatinga e Gama.

Atendimentos registrados em cada cemitério

As seis unidades somaram 1.203 atendimentos. A distribuição foi a seguinte:

Asa Sul
387 atendimentos

Taguatinga
210 atendimentos

Gama
195 atendimentos

Brazlândia
139 atendimentos

Sobradinho
140 atendimentos

Planaltina
132 atendimentos

A quantidade de atendimentos não representa o número total de visitantes de cada cemitério. Os registros correspondem especificamente às pessoas que recorreram aos serviços oferecidos nas tendas da Sejus.

A iniciativa permitiu que dúvidas e solicitações fossem encaminhadas no próprio local, sem exigir que as famílias procurassem inicialmente outro órgão público.

Orientações sobre direitos foram o serviço mais procurado

Dos 1.203 atendimentos realizados, 1.129 foram destinados a orientações gerais. As equipes esclareceram dúvidas sobre serviços funerários, funcionamento dos cemitérios, custos e procedimentos administrativos.

Também foram registrados 61 atendimentos de ouvidoria e 13 atendimentos psicossociais.

A procura por informações mostra a importância de oferecer explicações acessíveis sobre serviços que muitas pessoas só precisam utilizar em momentos de perda familiar.

Quem enfrenta um falecimento pode precisar tomar decisões e resolver questões burocráticas enquanto ainda está emocionalmente abalado. Saber quais procedimentos são necessários, quais cobranças são permitidas e onde procurar ajuda pode reduzir parte dessas dificuldades.

A Sejus é responsável por supervisionar e fiscalizar a administração dos cemitérios públicos e dos serviços funerários no Distrito Federal.
O secretário interino de Justiça e Cidadania, Jaime Santana, destacou que a atuação do órgão precisa combinar organização e sensibilidade.

“O nosso papel é garantir a boa organização dos cemitérios, mas também ter um olhar acolhedor para as pessoas. É um momento de saudade e fragilidade para muitas famílias, e queremos oferecer escuta, orientação e apoio a quem precisa”, afirmou.

A proposta foi reunir fiscalização, informação e acolhimento em um mesmo espaço, aproximando o serviço público das necessidades de quem visitava os cemitérios.

Atendimento na Asa Sul trouxe orientação e esperança a visitante

Para Walisson Pereira da Silva, de 50 anos, a passagem pela tenda da Sejus ajudou a encontrar um caminho para resolver uma dificuldade.

Videomaker e morador do Recanto das Emas, ele procurou atendimento no Cemitério da Asa Sul em busca de orientações.
O contato com a equipe trouxe informações que considerou importantes e uma sensação de acolhimento durante um momento de luto.

“Fui muito bem acolhido, recebi as informações de que precisava e saí com um sentimento de esperança”, contou.

A experiência mostra como uma orientação prática também pode representar alívio para alguém que enfrenta uma situação emocionalmente delicada.

Nem sempre quem procura atendimento precisa de uma intervenção complexa. Em algumas situações, compreender um procedimento e saber qual órgão pode resolver determinada demanda já representa um passo importante.

Cartilha ajuda famílias a conhecer direitos e custos funerários

Aos 70 anos, Maria de Fátima de Araújo encontrou informações que considerou valiosas enquanto visitava o túmulo da mãe. Moradora do Guará II, ela conheceu a Cartilha de Orientações sobre Serviços Funerários e Cemitérios Públicos durante sua passagem pela tenda de atendimento.

O material reúne explicações sobre direitos dos usuários, custos e procedimentos relacionados aos serviços cemiteriais.
“Está tudo ali. É um documento muito importante para a gente ter, porque reúne informações que ajudam a entender nossos direitos e saber como proceder”, avaliou.

A cartilha foi preparada para responder dúvidas que podem surgir antes, durante ou depois de um sepultamento. Entre os assuntos abordados estão a identificação de empresas funerárias autorizadas, o transporte de corpos, os critérios para sepultamento gratuito e os serviços que não podem ser cobrados pelos cemitérios.

A publicação utiliza perguntas e respostas para facilitar a consulta, sem exigir conhecimento prévio sobre as normas do setor.
Para quem deseja conhecer essas orientações, o documento está disponível gratuitamente no site da Sejus.

Acesse a Cartilha de Orientações sobre Serviços Funerários e Cemitérios Públicos.

Famílias podem denunciar irregularidades em serviços funerários

O atendimento durante o Dia de Finados também abriu espaço para reclamações, denúncias e solicitações relacionadas aos serviços funerários e cemiteriais.

A ouvidoria é um dos canais disponíveis para que a população relate problemas, peça esclarecimentos ou solicite providências.
Essas manifestações são especialmente importantes em situações que envolvem dúvidas sobre cobranças, funcionamento dos serviços ou procedimentos administrativos.

O cidadão não precisa esperar o próximo Dia de Finados para buscar orientação ou registrar uma reclamação. O Governo do Distrito Federal mantém canais permanentes de atendimento.

Entre eles está a Central 162, que recebe manifestações da população e funciona nos seguintes horários:

  • Segunda a sexta-feira: das 7h às 21h.
  • Sábados, domingos e feriados: das 8h às 18h.

Também é possível registrar solicitações e acompanhar demandas pelo portal ParticipaDF.
A população conta ainda com atendimento presencial na Rodoferroviária, de segunda a sexta-feira, das 14h às 17h.

Para informações específicas sobre os serviços funerários, a Subsecretaria de Assuntos Funerários disponibiliza os telefones (61) 2244-1124 e (61) 98314-0615.

Esses canais permitem que dúvidas e possíveis irregularidades sejam encaminhadas aos órgãos responsáveis, sem depender exclusivamente das ações realizadas durante o feriado.

Apoio psicossocial reconhece as dificuldades vividas no luto

Além de orientar sobre procedimentos, as tendas ofereceram um espaço de escuta para pessoas emocionalmente afetadas pela perda de familiares e amigos. Foram registrados 13 atendimentos psicossociais durante o Dia de Finados.

O número é pequeno diante do total de orientações gerais, mas representa uma modalidade diferente de assistência.
Enquanto uma informação administrativa ajuda a resolver uma dúvida concreta, o apoio psicossocial procura acolher necessidades emocionais que podem surgir em momentos de sofrimento.

O luto não se manifesta da mesma maneira para todas as pessoas. Algumas encontram conforto nas homenagens e lembranças. Outras podem sentir tristeza intensa, ansiedade ou dificuldade para lidar com a ausência de alguém próximo.

Isso não significa que toda manifestação de saudade exija atendimento especializado. O sofrimento diante de uma perda faz parte da experiência humana, embora algumas pessoas possam precisar de suporte adicional.

A subsecretária de Assuntos Funerários, Gilce Sant’Anna Teles, destacou a importância de manter um canal direto com as famílias.
“Nossa preocupação é oferecer esse espaço de acolhimento em uma data tão sensível, mas também garantir um canal direto para que as pessoas possam tirar dúvidas, registrar reclamações e buscar soluções”, afirmou.

A atuação das equipes reuniu duas necessidades que frequentemente aparecem juntas: o desejo de ser ouvido e a busca por informações para resolver questões práticas.

Fiscalização dos cemitérios também protege os direitos das famílias

O trabalho da Sejus não se limita à organização de atendimentos em datas comemorativas. O órgão possui atribuições de supervisão e fiscalização relacionadas à administração dos cemitérios e aos serviços funerários no Distrito Federal.

Essas atividades alcançam aspectos importantes para quem precisa utilizar os serviços, como regras de funcionamento, procedimentos administrativos e orientação sobre os direitos dos usuários.

A fiscalização tem relevância porque as famílias frequentemente recorrem ao setor funerário em circunstâncias de urgência, quando há pouco tempo para pesquisar alternativas ou compreender todos os procedimentos.

Informações claras sobre cobranças e serviços ajudam a reduzir a vulnerabilidade de quem precisa tomar decisões durante o luto.

A Cartilha de Orientações sobre Serviços Funerários e Cemitérios Públicos contribui para esse objetivo ao reunir explicações em um documento que pode ser consultado mesmo fora dos cemitérios.

Já os registros de ouvidoria permitem que dificuldades relatadas pela população sejam formalizadas e encaminhadas para análise.
São instrumentos diferentes, mas complementares: um ajuda o cidadão a compreender seus direitos; o outro permite comunicar problemas e solicitar providências.

Quando acolher também significa garantir direitos

O balanço do Dia de Finados mostra que receber milhares de visitantes exige mais do que manter os cemitérios abertos e organizar o trânsito. A estrutura de atendimento também precisa considerar as dificuldades práticas e emocionais que acompanham as famílias.

A operação começou com a preparação dos acessos, da segurança e dos serviços disponíveis nos cemitérios. Durante o feriado, ganhou uma dimensão mais próxima do cotidiano dos visitantes: dúvidas esclarecidas, demandas registradas e pessoas acolhidas.

Os relatos de Walisson e Maria de Fátima ajudam a compreender essa diferença. Um encontrou orientação para enfrentar um problema. A outra descobriu informações sobre direitos que considerou importantes para sua família.

O valor desse atendimento não está apenas na quantidade de pessoas recebidas, mas na capacidade de transformar uma informação pública em algo compreensível e útil.

Os 61 registros de ouvidoria também lembram que o acompanhamento não termina quando o cidadão apresenta uma reclamação. Para que esse instrumento cumpra sua função, as manifestações precisam ser analisadas e receber os encaminhamentos cabíveis.

Da mesma forma, o acolhimento psicossocial precisa ser compreendido como uma forma de atenção às pessoas, sem substituir os cuidados especializados quando necessários.

O Dia de Finados reúne memória, saudade e homenagens, mas também revela necessidades concretas de orientação e proteção de direitos.

Para o poder público, a experiência dos seis cemitérios reforça uma responsabilidade permanente: assegurar que os serviços funerários sejam compreensíveis, acessíveis e fiscalizados, especialmente quando seus usuários atravessam momentos de fragilidade.

Fontes e Documentos:

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