Publicidade
InícioVida & DesenvolvimentoSaúdeJaneiro Roxo promove conscientização sobre a Hanseníase

Janeiro Roxo promove conscientização sobre a Hanseníase

Publicado em

Cobertura relacionada

GDF lança novo edital para bloco de doenças raras

Novo edital prevê bloco de doenças raras no Hospital de Apoio, com consultas, laboratórios e infusão. Entenda o estágio da obra no DF.

GDF entrega moradia a 256 famílias do DF

Moradia popular chega a 256 famílias no Itapoã Parque. Veja valores, tamanhos dos apartamentos e como funciona.

Cirurgias no DF crescem 49% com o OperaDF

Cirurgias no DF crescem 49% em sete meses e chegam a 35 mil. Entenda como funciona o OperaDF e o que os números revelam sobre as filas.

Rede de Cras atende 205 mil famílias no Distrito Federal

Cras do DF atenderam 205 mil famílias em 2025, enquanto a procura por serviços sociais cresceu. Veja como funciona.

Plano Piloto recebe pacote de R$ 38 milhões em obras

Plano Piloto terá R$ 38 milhões em calçadas, asfalto, drenagem e lazer. Veja as obras previstas e o que ainda depende de execução.

GDF amplia apoio a mães atípicas e combate à violência

GDF cria rede integrada para mães atípicas e consolida plano decenal de combate à violência contra a mulher com metas e monitoramento.
Publicidade

Com tempo de incubação de até 20 anos e capaz de causar sérias lesões incapacitantes, a hanseníase é a doença no foco da campanha do Janeiro Roxo. O objetivo é conscientizar sobre os sintomas e a importância do tratamento, além de combater a desinformação e o preconceito. Na capital, o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Saúde (SES-DF), ampliou a capacidade de atendimento, possibilitando diagnóstico e cuidado precoces. Em 2023, foram 165 casos confirmados.

“Essa é uma doença que as pessoas conhecem pouco. Elas podem estar contaminadas sem saber”, afirma a coordenadora de Atenção Primária da SES-DF, Sandra França. A partir deste Janeiro Roxo, as equipes da Saúde da Família (eSF) expandiram o monitoramento da hanseníase até nas visitas domiciliares. “Procuramos levar uma abordagem inicial por meio dos Agentes Comunitários de Saúde [ACS], que podem fazer a primeira observação dos sinais sugestivos da doença e o encaminhamento à Unidade Básica de Saúde [UBS]”, completa a coordenadora.

Como o DF é uma região com baixa ocorrência da hanseníase, apresentando taxa de 0,8 casos para cada 10 mil habitantes, o desafio de gestores é manter os profissionais da linha de frente capacitados a identificá-la corretamente. No ano passado, a “Carreta da Hanseníase”, um consultório itinerante para diagnóstico, percorreu diversas Regiões Administrativas e realizou 770 atendimentos, sendo identificados 14 casos positivos. O principal resultado, porém, foi o treinamento das eSF.

Causada pela bactéria Mycobacterium leprae, a hanseníase tem tratamento garantido na rede pública, onde as 176 UBSs servem como portas de entrada. O tratamento dura de 6 a 12 meses, dependendo do diagnóstico. Em caso de gravidade, existe o apoio especializado nas policlínicas e hospitais da rede.

O preconceito, porém, prejudica a busca por ajuda. “Infelizmente, o imaginário social ainda perpetua conceitos errados sobre a doença, como a ideia de que o contato físico de uma pessoa com hanseníase irá transmitir a bactéria, o que não é verdade. O convívio social é um direito da pessoa com hanseníase e um dever de toda a sociedade”, lembra o enfermeiro Douglas Aquino, da equipe técnica da Subsecretaria de Vigilância à Saúde da SES-DF.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade