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Segundo lote do IR alcança 9,5 milhões de contribuintes

Publicado em

Reportagem:
Fabíola Fonseca

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Crédito de R$ 16 bilhões será feito ao longo desta terça

A Receita Federal paga nesta terça-feira (30) R$ 16 bilhões em restituições do Imposto de Renda a 9.585.797 contribuintes. O segundo lote regular de 2026 é o maior da história em número de pessoas contempladas.

O valor total iguala o recorde registrado no primeiro lote, creditado em 29 de maio, também de R$ 16 bilhões. A diferença está na quantidade de beneficiários. O pagamento desta terça alcança 835.805 pessoas a mais que o anterior.

Os depósitos serão processados ao longo do dia na conta bancária ou na chave Pix do tipo CPF indicada na declaração.

O horário de entrada do dinheiro pode variar de acordo com o processamento de cada instituição financeira. Por isso, o contribuinte incluído no lote deve aguardar até o final do dia antes de procurar o Banco do Brasil para pedir o reagendamento.

Lote reúne declarações de 2026 e anos anteriores

Dos quase 9,6 milhões de contribuintes contemplados, 9.272.748 entregaram a declaração referente ao exercício de 2026.

Outras 313.049 restituições são residuais de anos anteriores. Esses pagamentos alcançam contribuintes que regularizaram pendências, saíram da malha fiscal ou tiveram declarações processadas posteriormente.

Em valores, aproximadamente R$ 15,6 bilhões correspondem ao exercício de 2026. Cerca de R$ 397,1 milhões destinam-se às restituições de anos anteriores.

As restituições do exercício atual incluídas no segundo lote receberam correção de 1% pela taxa Selic.

Prioridades legais recebem R$ 4,49 bilhões

Do total liberado, R$ 4.494.204.020,63 serão destinados a contribuintes que possuem prioridade prevista em lei.

O grupo reúne:

  • 155.060 contribuintes com 80 anos ou mais;
  • 1.106.923 pessoas entre 60 e 79 anos;
  • 106.294 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave;
  • 507.768 pessoas cuja principal fonte de renda é o magistério.

Somadas, as quatro categorias representam 1.876.045 restituições.

A ordem de prioridade legal coloca inicialmente as pessoas com 80 anos ou mais. Depois aparecem os contribuintes com pelo menos 60 anos, pessoas com deficiência ou doença grave e profissionais cuja maior fonte de renda é o magistério.

Ferramentas digitais anteciparam 7,7 milhões de restituições

Outros 7.709.752 contribuintes não possuem prioridade legal, mas avançaram na fila por terem usado recursos digitais definidos pela Receita.

Nesse grupo, 3.183.924 pessoas utilizaram simultaneamente a declaração pré-preenchida e indicaram uma chave Pix para receber a restituição.

Outras 4.525.828 utilizaram uma dessas duas opções, a declaração pré-preenchida ou o Pix.

Nenhum contribuinte sem prioridade legal ou tecnológica foi incluído no segundo lote.

O uso da declaração pré-preenchida não elimina a obrigação de conferir os dados. Informações fornecidas por empresas, bancos, planos de saúde e outras fontes podem conter erros ou estar incompletas.

O contribuinte continua responsável por verificar rendimentos, despesas dedutíveis, dependentes, bens e demais informações antes de enviar a declaração.

Dois primeiros lotes somam R$ 32 bilhões

Com os pagamentos de maio e junho, a Receita terá liberado aproximadamente R$ 32 bilhões para 18,3 milhões de contribuintes.

A estimativa do órgão é que os dois primeiros lotes representem cerca de 80% das restituições previstas para 2026, tanto em valores quanto em quantidade de beneficiários.

A antecipação foi atribuída à maior velocidade de processamento das declarações e à ampliação de ferramentas automatizadas.

O número não significa, porém, que 80% de todas as pessoas que entregaram o Imposto de Renda já receberam valores. Apenas os contribuintes cujo cálculo resultou em imposto a restituir participam dos lotes.

Das 44.393.571 declarações recebidas pela Receita em 2026, cerca de 56% apresentaram restituição a receber.

Como consultar a restituição

A consulta ao segundo lote está disponível desde 23 de junho.

O contribuinte pode acessar o portal da Receita Federal, entrar na área “Meu Imposto de Renda” e selecionar a opção “Consultar minha restituição”.

Também é possível verificar a situação pelo aplicativo oficial da Receita Federal para celulares e tablets.

A consulta simplificada informa se a restituição foi liberada. Para obter detalhes sobre o processamento da declaração, é necessário acessar o extrato no e-CAC.

Não aparecer no segundo lote não significa automaticamente que a declaração caiu na malha fina.

O documento pode estar sendo processado, aguardar os próximos lotes ou apresentar alguma pendência. Somente a consulta ao extrato permite identificar a situação específica.

Pendências podem ser corrigidas por declaração retificadora

Quando o sistema aponta divergências ou informações incompletas, o contribuinte deve conferir os dados informados.

Caso identifique um erro, poderá enviar uma declaração retificadora com as informações corretas.

A retificação não deve ser usada para alterar dados verdadeiros apenas com a intenção de antecipar a restituição.

Se a pendência depender de documentos comprobatórios, o contribuinte pode precisar aguardar uma intimação ou utilizar os serviços disponíveis para antecipar a entrega da documentação, quando essa opção estiver habilitada.

Depois da regularização e do novo processamento, a restituição poderá ser incluída em um lote posterior.

Crédito precisa ser feito em conta do contribuinte

A restituição somente pode ser depositada em conta da qual o titular da declaração seja também o titular ou cotitular.

No caso do Pix, a Receita aceita apenas chave vinculada ao CPF do contribuinte. Chaves de telefone, e-mail ou aleatórias não são utilizadas para esse pagamento.

Problemas podem ocorrer quando a conta foi encerrada, os dados bancários estão incorretos ou a instituição rejeita o crédito.

Quando a restituição já foi liberada, mas não entrou na conta, o valor fica disponível para reagendamento por meio do Banco do Brasil.

Banco do Brasil permite reagendar o pagamento

O contribuinte pode pedir novo depósito pelo portal do Banco do Brasil ou pela Central de Relacionamento:

  • 4004-0001 para capitais;
  • 0800-729-0001 para as demais localidades;
  • 0800-729-0088 para pessoas com deficiência auditiva.

Para fazer o reagendamento, será necessário informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração.

O crédito poderá ser direcionado para uma conta corrente ou poupança de titularidade do contribuinte, inclusive em outra instituição financeira.

O Banco do Brasil mantém o valor disponível para reagendamento durante um ano após a primeira tentativa de depósito.

Restituição volta à Receita depois de um ano

Se o dinheiro não for resgatado no período de um ano, o valor retorna à Receita Federal.

Nesse caso, o contribuinte deverá acessar o e-CAC, entrar em “Restituição e Compensação”, selecionar “Meu Imposto de Renda” e escolher a opção “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.

O direito de solicitar o pagamento não permanece indefinidamente.

A Receita informa que o pedido deve ser apresentado em até cinco anos, contados da primeira disponibilização do valor na rede bancária. Depois desse prazo, ocorre a prescrição.

Calendário regular termina em agosto

A Receita reduziu de cinco para quatro o número de lotes regulares do Imposto de Renda em 2026.

Os dois primeiros foram programados para:

  • 29 de maio;
  • 30 de junho.

Os próximos pagamentos estão previstos para:

  • 31 de julho;
  • 31 de agosto.

Além dos lotes regulares, a Receita poderá continuar processando restituições residuais relacionadas a declarações de exercícios anteriores.

A inclusão nos próximos pagamentos dependerá do processamento da declaração, da ausência de pendências e da ordem dos critérios de prioridade.

Restituição não representa benefício do governo

O valor recebido não é um auxílio ou pagamento adicional concedido pela União.

A restituição corresponde à devolução do imposto que foi recolhido acima do valor efetivamente devido pelo contribuinte durante o ano anterior.

Isso pode ocorrer porque houve retenção mensal no salário, aposentadoria ou outros rendimentos em montante superior ao resultado final da declaração.

O contribuinte deve confirmar a inclusão no lote apenas pelos canais oficiais e desconfiar de mensagens que peçam pagamento, senha, código bancário ou transferência para liberar a restituição.

A Receita não cobra taxa para incluir uma declaração nos lotes nem envia links bancários para desbloquear o crédito.

relacionadas, fontes e documentos:

Governo abre crédito de R$ 550 milhões para diesel (Fonte em Foco)
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Desemprego em 5,6% é o menor para maio desde 2012 no país (Fonte em Foco)
Receita libera antes programa do Imposto de Renda 2026 (Fonte em Foco)
– Segundo lote de restituição do IRPF 2026 (Receita Federal)
– Estatísticas das restituições do IRPF em 2026 (Receita Federal)

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