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Câmeras passam a operar em passarelas do Plano Piloto

Publicado em

Reportagem:
Marta Borges

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As quatro passarelas subterrâneas incluídas na fase inicial do projeto de videomonitoramento do Plano Piloto já estão em operação. A primeira etapa contempla uma passagem na Asa Norte e três na Asa Sul, com imagens transmitidas em tempo real ao Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob). A medida amplia a vigilância em pontos de intenso fluxo de pedestres e reforça a capacidade de resposta das forças de segurança em áreas historicamente sensíveis da região central.

Na prática, o projeto saiu do discurso e entrou no cotidiano de quem cruza essas estruturas todos os dias. Foram contempladas as passarelas das quadras 103/203 Norte, 101/201 Sul, 103/203 Sul e 105/205 Sul. Cada uma recebeu quatro câmeras instaladas em posições consideradas estratégicas para cobrir os principais fluxos de circulação. As imagens são acompanhadas pelo Ciob e também pelos centros de monitoramento envolvidos na operação integrada.

Primeira fase concentra ação em quatro pontos da área central

A iniciativa é conduzida pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, em parceria com a Novacap e a CEB, dentro de uma estratégia que combina tecnologia, gestão urbana e manutenção de espaço público. Quando o projeto foi anunciado, em fevereiro de 2026, as câmeras da Asa Sul ainda aguardavam a conclusão da energização elétrica. Agora, segundo a atualização oficial publicada em 10 de abril de 2026, os equipamentos das quatro passagens já estão em pleno funcionamento.

Esse avanço também confirma a transição de uma fase preparatória, iniciada ainda em 2025, para uma etapa efetiva de operação. Em outubro do ano passado, o GDF informou que estudava acordo de cooperação técnica para reforçar a segurança nas passagens e inibir a depredação, com previsão de expansão mais ampla do sistema de videomonitoramento.

Tecnologia e urbanismo entram na mesma equação

De acordo com a SSP-DF, o projeto dialoga com a política de Prevenção Criminal pelo Desenho do Ambiente, conhecida pela sigla CPTED, que orienta intervenções urbanas para reduzir vulnerabilidades e tornar os espaços mais seguros. A lógica é simples no papel, embora mais exigente na execução: iluminar melhor, manter melhor, monitorar melhor e ocupar melhor. O espaço degradado costuma convidar o problema; o espaço cuidado, em geral, impõe mais resistência a ele.

Além das câmeras, as passarelas vêm recebendo reforço de iluminação, manutenção, pintura, recomposição de piso, substituição de grelhas danificadas e outras intervenções estruturais. Em 2025, a Novacap informou que as reformas das travessias contavam com investimento de R$ 4 milhões. O videomonitoramento, portanto, não aparece como medida isolada, mas como parte de uma política mais ampla de requalificação urbana.

O que muda para quem usa as passagens

Segundo o secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury, a ativação das câmeras representa um passo na consolidação de uma estratégia voltada à prevenção de crimes e à proteção do cidadão. Já o subsecretário de Modernização Tecnológica, Gustavo Tarrago, afirmou que os equipamentos foram posicionados com base em critérios técnicos de cobertura e fluxo, permitindo apoio à análise situacional e acionamento mais ágil das equipes em campo. As declarações indicam a aposta do governo na integração entre infraestrutura urbana e monitoramento em tempo real como ferramenta de prevenção.

Para quem atravessa diariamente esses corredores, o efeito mais imediato tende a ser o reforço da sensação de vigilância. Isso, por si só, não resolve todos os problemas de segurança urbana. Mas muda o ambiente, reduz zonas cegas e cria uma rede de resposta mais rápida. Em segurança pública, às vezes o detalhe técnico que parece discreto é justamente o que separa o improviso da presença efetiva do Estado. Essa, ao menos, é a promessa embutida no projeto-piloto. A expansão para outras passagens do Plano Piloto dependerá dos resultados observados nesta fase inicial.

Fontes e documentos:

– Quatro passarelas subterrâneas do Plano Piloto passam a operar com videomonitoramento integrado (Agência Brasília)
– GDF inicia projeto de videomonitoramento em passarelas subterrâneas do Plano Piloto (Agência Brasília)
– GDF prepara ação para aumentar a segurança nas passagens subterrâneas (Agência Brasília)

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